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Banco Mundial avisa sobre perigos para África da crise económica


Africa pode ficar sem conquistas. - Jim Yong Kim presidente do Banco Mundial

Africa pode ficar sem conquistas. - Jim Yong Kim presidente do Banco Mundial

O presidente do Banco Mundial Jim Yong Kim avisou que o abrandamento da económica mundial poderá destruir os ganhos alcançados por África, o continente mais pobre do mundo, nos últimos cinco anos.

O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional estão a realizar até Domingo em Toquia a sua reunião anual e numa entrevista á agencia de noticias financeira Bloomberg Jim disse que a principal tarefa do banco é assegurar que os ganhos dos últimos cinco anos em África e na América Latina não sejam destruídos por uma maior deterioração da situação.

Kim fez notar nessa entrevista que mais de metade do crescimento global nos últimos cinco anos veio das nações em desenvolvimento.

“Estamos a trabalhar muito activamente com os países membros para encontrar meios de criar crescimento do sector privado em África na América latina e noutras partes do mundo,” disse ele.

Terça-feira o Fundo Monetário Internacional emitiu as suas previsões de crescimento para este ano tendo reduzido a sua anterior previsão de decrescimento global para 3,3% dos 3,5% anteriormente previstos.

Mas na sua previsão o fundo disse que o crescimento na África sub saharina deveria ser acima dos 5%.

Mas como que a provar o perigo que o abrandamento do crescimento económico nos países ricos representa para as economias emergentes o fundo disse que a maior potencia económica africana, a África do Sul não iria alcançar esses numero devido ás suas profundas ligações com a Europa
O economista chefe do FMI Olivier Blanchar falou da incerteza que a situação económica na Europa e Estados Unidos está a criar na económica global.

“O novo elemento é a incerteza, o grau de incerteza sobre a política quer na Europa quer nos estados Unidos. É isso que nos preocupa.,” disse ele.

Blanchard acrescentou no entanto que “há que dizer que está suficientemente claro que se medidas que foram prometidas forem cumpridas no caso da Europa e os Estados Unidos evitarem um descalabro fiscal pode-se estar optimista ou pelo menos relativamente optimistas sobre o futuro”.
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