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Amy Winehouse – Perigosamente Rebelde

  • Ana Guedes

Amy Winehouse

Amy Winehouse

Começou a cantar aos oito anos, em bares e cabarés de bairro. Mas o talento da jovem de 27 anos só chegou aos ouvidos do grande público em todo o Mundo em 2006

A morte de Amy Winehouse chocou milhões de fãs em todo o mundo, que adoravam a sua voz multi-facetada, a sua personalidade rebelde e a sua vida perigosamente desregrada.

Uma semana após ter sido encontrada sem vida, no seu apartamento em Londres, continuam a desconhecer-se as causas de morte.

Uma autópsia inicial foi inconclusiva, enquanto muitos suspeitam que a cantora tenha sido vítima de uma overdose, dada a sua propensão para o consumo de drogas pesadas.

A família diz que não foi overdose. A polícia aconselha as pessoas a não especularem e esperarem até as causas serem oficialmente apuradas.

Amy Winehouse começou a cantar aos oito anos, em bares e cabarés de bairro. Mas o talento da jovem de 27 anos só chegou aos ouvidos do grande público em todo o Mundo em 2006, com o álbum “Back to Black”. Foi um êxito estrondoso: a sua mistura inovadora de jazz, soul, rock e pop ganhou 5 prémios Grammy e foi um sucesso imediato de vendas.

Três anos antes, em 2003, Amy publicara um álbum de jazz, intitulado “Frank”. Vendeu bem, foi bem recebido pela crítica, mas ela não estava satisfeita. Dizia que o seu melhor estava para vir.

E de facto, foi “Back to Black” que a levou de cantora razoavelmente conhecida para estrela mundial. Milhões de pessoas renderam-se ao que um crítico descreveu como “uma voz fantástica e um som genuinamente original”.

Mas Amy cativava tanto com o seu talento, como intrigava e preocupava com a sua vida pessoal. Foi vista e filmada frequentemente embriagada e drogada. Foi a tribunal por agressão ou comportamento indecoroso enquanto embriagada. Entrou, e saiu quase de seguida, de vários centros de recuperação para alcoólicos e drogados.

Desde 2006 que se esperava por outro álbum… mas ela nunca o conseguiu fazer. Amy gravou algumas colaborações, uma das quais com o lendário Quincy Jones (It’s My Party) e pouco mais.

Algumas actuações ao vivo foram mais ou menos bem sucedidas, mas havia sempre o perigo de ela aparecer embriagada ou drogada, como aconteceu no mês passado, na Sérvia.

Parece ter composto o lema da sua vida, com a sua canção mais famosa, “Rehab”, onde cantava que “eles queriam que eu fosse para a reabilitação, mas eu disse, não, não, não…”

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