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William Tonet acusa Casa Militar da Presidência de atentado


William Tonet, jurista, director jornal Folha 8 - Angola

William Tonet, jurista, director jornal Folha 8 - Angola

Carro em que seguia para Benguela foi abalroado por um camião-atrelado da Presidência da República antes de capotar quatro vezes

O director do jornal angolano Folha 8, William Tonet, escapou ao que considera ser “um atentado perpetrado por um camião-atrelado pertencente à Casa Militar da Presidência da República”.

A denúncia é do próprio Tonet que, em entrevista à VOA por telefone a partir de Benguela, onde se encontra, disse ser “ a segunda vez, e mais uma vez com um carro da Casa Militar e a ordens do general Kopelipa, como no passado”.

O jornalista diz estranhar que tudo isso ocorra sempre com camiões ou com unidades da Presidência da República, que é o órgão que mais nos têm perseguido, tanto individual como colectivamente”.

O director do Folha 8 sublinha que “em política não há coincidência”.

Por volta das 19:30 da passada terça-feira, 7, o carro em que seguiam Tonet e o seu motorista, foi abalroado por um camião-atrelado conduzido por um cidadão chinês, tendo capotado “por quatro vezes”.

Tonet conta que estavam ainda dentro do carro quando ouviu uma voz “que era de um militar que tinha saído do camião para saber se tínhamos conseguido ou não sobreviver”, mas que ele não conseguiu identificar o militar, porque quando saiu do carro havia escuridão.

No primeiro posto polícial da Brigada Especial de Trânsito,disse o jornalista, as autoridades confirmaram que, na verdade, “era um carro militar ao serviço da Casa Militar com militares sob ordens do general Kopelipa e que não atendem, sequer, aos pedidos de precaução dos agentes da autoridade”.

Com algumas escoriações e ferimentos, William Tonet e o motorista estão bem, mas aguardam novos exames em Luanda.

Uma perícia preliminar admite haver buracos que terão sido provocados por disparos de arma. O carro foi atingido pelos disparos.

Tonet reitera que continuará o seu trabalho e que a morte chegará um dia, de forma natural ou não.

“Caso for por assassinato, alguém responderá”, diz o jornalista que prefere no entanto esperar dias melhores para Angola.

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