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Visões diferentes sobre retoma da economia em Moçambique

  • Ramos Miguel

Banco de Moçambique

O governador do Banco de Moçambique considerou positiva a evolução de alguns indicadores macro-económicos do país e admitiu uma melhoria na situação do país.

Economistas, no entanto, reagem de forma cautelosa afirmando não haver nenhuma razão objectiva para se prever melhorias significativas nos próximos tempos.

O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, disse em conferência de imprensa, esta quarta-feira, 14, que até ao final do presente ano, a inflação vai reduzir em 30 por cento, o que abre espaço para o bom desempenho da economia.

Zandamela falou ainda do aumento das reservas internacionais líquidas e do metical, que tem vindo a apreciar-se, após um longo período de depreciação em relação ao dólar e outras moedas estrangeiras.

Entretanto, para a deputada da Renamo Ivone Soares o sofrimento do cidadão mais desfavorecido, ainda é enorme, porque o metical se desvalorizou em relação ao dólar, "o que piora ainda mais as condições de vida dos moçambicanos, uma vez que o seu poder de compra reduziu em 100 po cento".

Por seu turno, o economista João Mosca considera não haver razões para se prever melhorias significativas nos próximos tempos, sublinhando que, pelo contrário, pode haver algum agravamento.

"Aparentemente, o metical teve uma certa estabilização, penso que de uma forma artificial porque não há uma razão objectiva para que a moeda nacional não se tenha desvalorizado mais ainda, em virtude de o dinheiro da cooperação para investimentos não estar a entrar e o Fundo Monetário Internacional ainda não ter desbloqueado dinheiro", concluiu aquele especialsita.

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