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Vírus zika provoca terror nas grávidas no Brasil

  • Patrick Vaz

Não há cura para enfrentar a contaminação pelo vírus zika.

O Brasil vive um surto de microcefalia, condição neurológica rara em que a cabeça da pessoa é significativamente menor do que a de outros da mesma idade e sexo e que também causa problemas na coordenação motora e na fala.

As grávidas estão em pânico frente à contaminação que pode levar à microcefalia dos fetos.

Doença relacionada ao vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, causador da dengue, da febre chykungunya e malária.

A falta de larvicida se torna ainda mais grave nos municípios do semiárido que enfrentam a pior seca dos últimos 50 anos.

Nessas cidades, os moradores acumulam água em casa por conta da deficiência no abastecimento, o que aumentam as fontes de criação do mosquito.

O Governo não descarta o uso das forças armadas para combater a doença.

Uma das medidas preventivas é a distribuição de telas para colocar em portas e janelas e evitar que o mosquito Aedes Aegypti frequente as residências.

Em entrevista à Rádio CBN, o director em vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch, disse que o maior obstáculo é o pouco conhecimento que se tem do vírus.

“Estamos trabalhando numa escuridão muito grande. Não pelo Brasil, não pelo Ministério da Saúde, mas pelo conhecimento científico disponível no mundo atualmente em relação a esse vírus”, lamentou.

De um modo geral, o vírus zika causa febre moderada, manchas no corpo e vermelhidão nos olhos.

Esses incómodos passam em três dias, mas há também casos em que não são constatados sintomas nas pessoas.

Nas grávidas, esse mesmo vírus atravessa a placenta e se alimenta do líquido amniótico causando lesões no bebê.

A neuropediatra Marli de Araújo Marra lamenta que ainda não haja uma cura para a doença, o que pode ser feita é a prevenção.

“Até o momento, infelizmente a gente não tem como reverter essa situação. Depois só fazer mesmo o tratamento preventivo porque a criança certamente terá uma sequela neurológica”, explicou.

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