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Violência em Bissau causa 1 morto

  • Lassana Casamá

Em Bissau os habitantes têm registado com alguma preocupação o desaparecimento e suposto rapto de crianças.

Um morto, por linchamento, um camião incendiado e centros comerciais e transportes urbanos paralisados, este o balanço das cenas de violência hoje em Bissau desencadeadas pelo suposto rapto de crianças.
Em Bissau os habitantes têm registado com alguma preocupação o desaparecimento e suposto rapto de crianças. O fenómeno despoletou hoje cenas de violência na capital guineense obrigando ao envolvimento das forças da ordem e dos militares.

Bissau esteve parada durante algumas horas. Tudo começou na avenida principal da capital guineense, isto é, no maior centro comercial do país, quando um indivíduo, alegadamente da nacionalidade nigeriana, ter sido severamente empuxado pelos populares, acusado de tentar raptar uma criança e este, por sua vez, refugiou-se na embaixada da Nigéria. Embaixada da Nigéria que foi alvo de vandalismo, com vidros de instalações e viaturas partidos, obrigando a intervenção da força de ordem guineense e da CEDEAO (ECOMIB).

De imediato, a fúria da população guineense generalizou-se, recaindo sobre os cidadãos nigerianos suspeitos da prática. Resultado: um morto, por linchamento, um camião incendiado e centros comerciais e transportes urbanos paralisados.
O relato de supostos raptos ou desaparecimento de crianças tem ganho corpo nos últimos meses.

O primeiro alerta foi lançado pela Associação dos Amigos das Crianças (AMIC). Laudelino Medina, Secretário Executivo desta organização de Defesa dos Direitos de Crianças, apontou alguns casos que reportam o fenómeno de alegados raptos de crianças na Guiné-Bissau. Um fenómeno considerado novo e que está a ser aliado ao tráfico de ser humanos ou de órgãos.

Face a situação, os pais e encarregados de educação das crianças, particularmente, as mães apresentam-se muito inseguras e apelam a intervenção das autoridades competentes.

Seja como for, o Comissário Nacional da Policia de Ordem Publica, Armando Nhaga, nega haver formalmente relatos sobre o desaparecimento, furto ou rapto de crianças na Guiné-Bissau.
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