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Violência contra mulheres negras no Brasil aumentou 19,5 por cento em 10 anos

  • Coque Mukuta

Dia da consciência negra é celebrado hoje.

A Semana Nacional da Consciência Negra no Brasil é marcada por várias acções na capital Brasília.

Mulheres de várias partes do país estão reunidas para combater o racismo e a violência contra elas.

Actualmente, 49 milhões de mulheres negras representam a sociedade brasileira, o equivalente a 25 por cento.

Um dos últimos eventos, a Marcha das Mulheres Negras, reuniu cerca de 10 mil pessoas na capital federal. Entre as reivindicações está a redução dos números de assassinatos de mulheres.

Em entrevista ao programa radiofónico A Voz do Brasil, a Secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, alertou que a violência contra as mulheres negras cresceu 19,5 por cento nos últimos 10 anos, de acordo com os dados do Mapa da Violência 2015.

“As mulheres negras são as mais desprotegidas, as mais invisíveis e as mais vulneráveis”, disse.

A ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, entende que a luta contra o racismo e pela igualdade racial está avançando e é hoje uma preocupação de toda a sociedade e não mais apenas do movimento negro.

“Um dos primeiros avanços que vejo é uma discussão maior e mais densa no Brasil sobre os efeitos nefastos do racismo na vida de brasileiros e brasileiras. A questão racial aos poucos começa a ser incorporada pela sociedade brasileira como uma questão nossa, enquanto sociedade, e não como uma questão unicamente dos negros e das negras”, ressaltou.

A ministra ainda destaca a importância histórica do 20 de novembro, e fala sobre as políticas realizadas nos últimos anos como as leis de cotas nas universidades públicas e no serviço público federal, além do Estatuto da Igualdade Racial.

“(O 20 de novembro) tem um significado mais profundo, mais denso para a sociedade brasileira. Se você for olhar a quantidade de eventos que acontecem no Brasil tanto governamental quanto os movimentos sociais e nas universidades ligados à temática significa que há um avanço na sociedade brasileira. Significa que a gente para, por um momento no Brasil, para discutir os limites e os avanços da superação do racismo na nossa sociedade. É um momento de analisarmos como essas políticas têm avançado ou não, para pensar novas ações”, concluiu a governante.

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