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Violência cobra a vida de jogador sul-africano

  • Simião Pongoane

Senzo Meyiwa

Senzo Meyiwa

África do Sul é o país mais violento do mundo fora das zonas de guerra.

O guarda-redes da selecção sul-africana e do clube Orlando Pires Senzo Meyiwa foi morto ontem, 26, à noite por homens armados na residência da sua namorada nos arredores da cidade de Joanesburgo.

A Policia oferece uma recompensa de cerca de 15 mil dólares por informações sobre a identidade e paradeiro dos criminosos.

Senzo Meyiwa, 27 anos de idade, morreu em casa da namorada, a cantora chamada Kelly Khulmalo, em Vosloorus, perto da cidade de Joanesburgo.

Dois homens armados terão entrado na residência de Kelly numa altura em que Meyiwa e a namorada estavam em pleno jantar e exigiram telefone, dinheiro e bens valiosos.

Senzo tentou proteger Kelly, mas os intrusos atingiram-no nas costas com uma bala e fugiram. O jogador perdeu a vida a caminho do Hospital.

As reacções surgiram em catadupa, a começar pelo comando geral da Policia que emitiu um mandado de busca e captura aos criminosos, oferecendo cerca de 15 mil dólares pela sua identificação e localização.

O presidente Jacob Zuma endereçou uma mensagem de condolências à família enlutada e garantiu que tudo será feito para levar os criminosos à barra do tribunal.

O presidente da FIFA Sepp Blatter também endereçou condolências pela morte de Senzo Meyiwa.

África do Sul é considerado o país mais violento do mundo fora das zonas de guerra. Cerca de 17 mil pessoas foram assassinadas no ano passado por criminosos. Dados indicam que uma média de 160 carros são roubados por dia.

Analistas consideram que a pobreza e o desemprego são as principais causas da criminalidade no país mais industrializado do continente africano.

“Há 25 por cento de desemprego, que atinge a juventude, o que é muito perigoso”, disse Dany Moyane, analista politico sul-africano.

O Governo do ANC tem estado a trabalhar no sentido de reduzir a pobreza, tendo criado algumas dezenas de milionários nos últimos 20 anos da democracia, mas essas iniciativas são consideradas uma gota no oceano de pobreza e desigualdades provocadas por varias décadas de apartheid.

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