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Veteranos das FAPLA no Namibe exigem apoios prometidos

  • Armando Chicoca

António Tiago, director provincial no Namibe do Instituto de Reinserção Social dos Ex-Militares

António Tiago, director provincial no Namibe do Instituto de Reinserção Social dos Ex-Militares

Antigos combatentes reclamam assistência social, subsídios da desmobilização e reinserção no mundo do emprego.

Não foi fácil para o chefe do centro recrutamento e mobilização das FAA, coronel Prata, desfazer-se da revolta dos antigos militares das extintas FAPLA que no passado final de semana se aglomeraram naquele instituição militar, localizada no então comité do MPLA, no bairro Valódia.

Valeu a perícia no diálogo e a vontade de ajudar resolver o problema, que culminou em palestra sobre como e aquém os ex-militares poderiam encaminhar a sua exigência por escrito.

Em causa a reclamação de assistência social, subsídios da desmobilização e reinserção no mundo do emprego. Os ex-militares das FAPLA, também querem um tratamento igual, prestado aos ex-militares da UNITA, “as FALA”, no quadro do entendimento do Lwena em 2002, que segundo os revoltados, deverá culminar com a sua reinserção na Caixa Social das Forças Armadas.

O Governo do Namibe foi assim, chamado a interceder junto das entidades centrais de Luanda, para se encontrar uma saída sobre o caso, segundo disse à Voz da América, o Chefe dos Serviços do IRSEM, Instituto de Reinserção dos Ex-Militares, António Tiago.

A Província do Namibe, segundo aquele responsável, controla cerca de 2.900 desmobilizados, de entre ex-militares das FAPLA, FALA e ELNA. Adiantou que alguns destes ex-militares já beneficiam de projectos de reinserção social, enquanto outros aguardam por novas oportunidades.

A batata quente está agora nas mãos da governadora do Namibe Cândida Celeste da Silva, que deverá encaminhar o assunto nos próximos dias as entidades centrais de Luanda.

Os ex-militares dizem que, “quem lhes comeu a carne não deve ter receio de comer também os ossos”, serviram a pátria e por isso, o Chefe do executivo angolano não deve abandonar aquela franja da população angolana que trouxe a paz em Angola.

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