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Vende-se sangue no Hospital Provincial de Benguela

  • Redacção VOA

Benguela

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A denúncia é do bispo Dom Eugénio Dal Corso.

O bispo de Benguela denuncia vender o sangue doado por cristãos católicos em campanhas solidárias pelos hospitais.

Dom Eugénio Dal Corso fala em actos de corrupção, bastante prejudiciais para a franja desfavorecida.

As palavras do prelado católico foram ouvidas neste domingo, 13, na abertura do Ano de Misericórdia, estabelecido pelo Papa.

Numa homilia acompanhada por centenas de católicos, Dom Eugénio Dal Corso afirmou que combate à corrupção, seja na saúde, educação ou em outros sectores, é a melhor forma de ajudar os pobres.

É o que pede o Bispo para os cidadãos que se vêem forçados a comprar o sangue doado a hospitais públicos.

“Não aceitamos que a população tenha de pagar por um bem doado. É um acto de corrupção. Assim como é quando o professor recebe dinheiro para aprovar um estudante sem notas para tal. A sociedade deve estar envolvida na luta contra a corrupção, visando ajudar os mais pobres. Podia falar de mais exemplos, incluindo aqueles que põem em causa a igreja”, sustentou o bispo.

Uma fonte do Hospital Geral de Benguela, a maior unidade da província, disse à VOA que esta prática começou a ser combatida há três anos.

Por esta razão garantiu que a sua instituição está aberta a denúncias de casos pontuais, tendo reafirmado que o sangue não deve ser vendido.

Na abertura do Ano da Misericórdia, o Bispo fez questão de lembrar, recorrendo a princípios bíblicos, que nenhum cidadão deve ser acusado de forma injusta.

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