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Hillary Clinton enaltece transparência das eleições em Timor-Leste

  • Redacção VOA

Secretária de Estado, Hillary Clinton, cumprimenta membros do gabinete do Primeiro-ministro timorenses, Xanana Gusmão, em Dili

Secretária de Estado, Hillary Clinton, cumprimenta membros do gabinete do Primeiro-ministro timorenses, Xanana Gusmão, em Dili

“Há nações mais antigas que não podem dizer que realizaram eleições tão livres, tão justas e tão transparentes como as vossas”- Hillary Clinton

Os Estados Unidos criaram um fundo de 6,5 milhões de dólares, destinado a bolsas de estudo para estudantes timorenses em universidades americanas. O anúncio foi feito em Dili, pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, durante uma visita oficial a Timor-Leste. A chefe da diplomacia americana elogiou também, expressivamente, as eleições deste ano em Timor.
Não é comum ouvir um representante dos EUA elogiar tão efusivamente eleições num país em desenvolvimento. Mas Hillary Clinton elogiou as eleições legislativas e presidenciais timorenses deste ano, lembrando o empenho do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, na total transparência do processo.
“Ele pediu ajuda para ter a certeza que havia dois pares de olhos em cada urna de voto”, disse Clinton, prosseguindo: “Os EUA enviaram quatro missões de observadores que cobriram, todas as 13 províncias do país”.
Depois de felicitar os timorenses pelas eleições, que descreveu como “livres e justas” Clinton notou – citamos – que “há nações mais antigas que não podem dizer que realizaram eleições tão livres, tão justas e tão transparentes como as vossas”.
A visita da secretária de Estado, no ano do 10º aniversário da independência do país, foi saudada por Xanana Gusmão que elogiou o “firme apoio” americano ao desenvolvimento do seu país, quer seja a projectos económicos, agrícolas (como a ressurreição do famoso café de Timor), reforma da justiça, ou militares – Timor-Leste tem uma parceria com o Comando militar dos EUA no Pacífico.
Hillary Clinton disse que os 6,5 milhões de dólares para bolsas de estudo a timorenses nas universidades americanas visam “ajudar a criar um grupo de jovens quadros” que participem activamente no desenvolvimento do país.
Sobre questões de direitos humanos e eventuais processos judiciais contra os que oprimiram e mataram timorenses durante quase três décadas de ocupação indonésia, Clinton elogiou a posição do governo e Xanana Gusmão explicou que o seu executivo prefere preocupar-se com o futuro e não com o passado.
Passado, recorde-se, que envolve o apoio de sucessivas administrações americanas à invasão indonésia de Timor-Leste e a sua posterior anexação.
Mas em 1998 os Estados Unidos, na altura sob a presidência de Bill Clinton, apoiaram um referendo para a auto-determinação de Timor-Leste e a sua declaração de independência em 2002.
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