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EUA querem fim do recrutamento militar de refugiados no Sudão do Sul

  • Redacção VOA

Rebeldes do SPLM-N Movimento de Libertação do Povo do Sudão - Norte

Rebeldes do SPLM-N Movimento de Libertação do Povo do Sudão - Norte

Washington suspeita que o grupo SPLM-N esteja a agir com o apoio de Juba, ao recrutar refugiados para a luta contra Cartoun

Os Estados Unidos da América apelaram ao grupo rebelde sudanês a parar com o recrutamento de soldados, incluindo crianças, no campo de refugiados no Sudão do Sul.

Uma responsável americana disse que o campo deve ser transferido para longe da fronteira de forma a proteger a população civil da presença militar.

A Secretária assistente para os refugiados, povos e migração, Anne Richard disse que os Estados Unidos já disseram ao grupo rebelde – Movimento de Libertação do Povo do Sudão Norte (SPLM-N), para abandonar o campo de refugiados do Estado de Unidade no Sudão do Sul, e parar com o recrutamento de civis para a luta contra o governo sudanês.

“As nossas mensagens para eles são realmente acerca do carácter civil do campo, e temos pedido para não usarem o campo, que é suposto ser civil, como um centro para recrutar soldados, e especialmente pedidos para não recorrerem as crianças como soldados em acções do outro lado da fronteira.”

Richard disse que a delegação americana em visita a Yida, pôde constatar na Segunda-feira que o campo criado para 60 mil pessoas tornou-se recentemente num posto de recrutamento apesar de denúncias feitas a propósito.

“Havia militares a paisana no campo, e vimo-os, e esta não deve ser o objectivo de um campo de refugiados civis. Recebemos um relatório em meados de Setembro de que estavam em curso as acções de recrutamento. No meu entender é que algumas dessas acções tenham apoios de certos grupos.”

O SPLM-N que apoiou o sul durante décadas de guerra civil no Sudão iniciou a luta contra Cartoum logo a seguir a independência do Sudão do Sul em Julho de 2011. A maior parte dos confrontos teve lugar no Estado do Kordofan do Sul, antes de alastrar-se para o Estado do Nilo Azul.

O Sudão do Sul nega que esteja ainda a apoiar os rebeldes, isso enquanto Cartoum tem negado as acusações de bombardeamento do campo de refugiados, que é considerado como uma retaguarda dos rebeldes.

O porta-voz do SPLM-N, Arnu Ngutulu disse que as alegações acerca do recrutamento no campo não eram verdade, e garantiu que Cartoum estava por detrás desta acção.
A Agencia das Nações Unidas para os Refugiados há meses que pretende transferir o campo de refugiados de Yida por estar a menos dos 50 quilómetros recomendados da área dos combates.

A proximidade com zonas de conflitos, pode impedir as agências humanitárias em fornecer os serviços básicos para os refugiados, tais como a educação.
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