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Estados Unidos apelam a maior cooperação no Sahel contra al-Qaeda

  • Scott Stearns

Johnnie Carson, Secretário Assistente para os Assuntos Africanos (Arquivo)

Johnnie Carson, Secretário Assistente para os Assuntos Africanos (Arquivo)

Johnnie Carson diz que a ameaça da al-Qaida no Magreb Islâmico vai além da Europa

A administração Obama defendeu que os países da África do Ocidental deviam trabalhar com a Mauritânia e Argélia com vista a travar o alastramento ao Mali, de terroristas afiliados a al-Qaida.

O Secretário Assistente para os Assuntos Africanos, Johnnie Carson diz que a comunidade internacional está a trabalhar com os países vizinhos do Mali dentro e fora da aliança regional da CEDEAO para combater o AQIM – grupo terrorista da al-Qaida no Magreb Islâmico.

“A questão do AQIM é preocupante, não apenas para o Mali, mas para todos os Estados vizinhos – seja a Argélia ou a Mauritânia, o Níger, Burkina Faso ou Senegal. O terrorismo é uma ameaça trans-nacional não somente para as pessoas naquele país, mas igualmente para as pessoas em toda a região. E se de facto, sair fora de controlo, poderá tornar-se numa ameaça para os que estão na Europa e além.”

A AQIM tornou-se mais activa na região do Sahel desde a queda do regime líbio de Muammar Kadhafi e desde o golpe de Estado de Abril no Mali.
Johnnie Carson diz ser essencial que o Mali avance o mais rápido possível para as eleições de forma restaurar a legitimação da democracia e uma separação clara do poder entre os civis e militares.

“Há toda uma necessidade para que os militares não tenham envolvimentos directos ou indirectos na gestão da democracia ou do governo no Mali.”

Alguns países da CEDEAO preveem enviar tropas para o Mali com vista a apoiar na segurança do fraco e instável governo de transição assim como na reorganização e treino das forças armadas malianas. E a seguir poderão lançar uma operação em conjunto com as tropas do Mali para a reconquista do norte do país em poder de milicias Tuaregues, alguns deles afiliados a al-Qaida.

Contudo o exército maliano contrapôs-se e afirmou que não haverá tropas estrangeiras envolvidas em combates no norte. Os militares malianos pretendem que a força CEDEAO assuma o controlo das aldeias e cidades que forem conquistando ao longo da operação.

Os líderes regionais estão a tentar obter um mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas para dar início as operações de intervenção militar. Mas um pedido nesse sentido e apresentado em Junho passado foi rejeitado por ter sido considerado de muito vago. O Conselho de Segurança apelou esta semana ao Mali e aos outros actores politicos na região a explorarem primeiro, todas as vias negociais para resolver a crise.
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