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UNITA quer conhecer contas reais do Estado angolano

  • João Marcos

Adalberto da Costa Júnior

Adalberto da Costa Júnior

Adalberto da Costa Júnior quer que o FMI exija transparência ao Governo angolano.

A poucos dias da chegada do Fundo Monetário Internacional a Angola, o líder parlamentar da UNITA diz estar à espera de uma missão capaz de exigir transparência às autoridades, sobretudo em relação a dívidas bilionárias não declaradas.

Adalberto da Costa Júnior fez estas declarações depois de o economista e director do jornal Expansão, Carlos Rosado de Carvalho, ter alertado para uma dívida pública superior a 60 por cento do PIB, por isso acima do limite estabelecido por lei, de acordo com fontes do próprio FMI.

Rosado, que discursava no II Fórum Económico de Benguela, disse que não via, a título de exemplo, como encaixar o valor da reabilitação dos Caminhos-de-Ferro de Angola e afirmou estar preocupado com a hipótese de uma situação idêntica à de Moçambique, país que até há bem pouco tempo possuía dívidas não declaradas.

Pronunciamentos como estes levaram a directora da Unidade de Gestão da Dívida Pública, Angélica Paquete, a assegurar que os limites ao endividamento governamental não foram ultrapassados, tendo em conta a exclusão das empresas públicas, detentoras de autonomia financeira.

Agora, sem pretender entrar em aspectos legais, segundo disse, o deputado Adalberto da Costa Júnior vem a terreiro denunciar dívidas bilionárias que não passaram pela Assembleia Nacional.

Depois de ter criticado o investimento de 19 mil milhões de dólares em estradas já deterioradas, o líder da bancada parlamentar do ‘galo negro’ fala do Gabinete de Obras Especiais.

“Foi, é este o termo, triturando verbas bilionárias, sobretudo nas infraestruturas. São verbas que não fazem parte do OGE", sustenta o parlamentar, acrescentando que ‘’assim vai o país, muito mal gerido’’.

Em conferência de imprensa, o líder parlamentar da UNITA reagiu também ao comunicado oficial sobre os ataques contra uma delegação da Unita no município do Cubal, onde esteve na passada quarta-feira, 25, como sublinha, em missão parlamentar e não partidária.

Aquele responsável, promete mais revelações em próximas ocasiões, mas ressalta, por ora, o que chama de mau serviço público da Polícia Nacional.

“Não houve rixas entre militantes, é pura mentira, até porque eles não conseguem provar. A verdade é que nós temos fotos’’, adianta, antes de ter esclarecido que ia a uma localidade dialogar com as instituições, visando lançar bases para o fim dos conflitos que se registam.

O ataque à caravana de deputados da UNITA provocou três mortos, feridos e alguns desaparecidos.

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