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Unita pede reinserção social de antigos militares na Huíla

  • Teodoro Albano

Director provincial do IRSEM José Luís Nogueira diz ter novos projectos para reintegração de mais de seis mil homens nos próximos três anos.

A Unita na Huíla reclama pela conclusão do processo de reintegração social dos militares desmobilizados no âmbito dos acordos de paz do Luena assinados em 2002.

Na caixa de segurança social das Forças Armadas angolanas foram apenas inseridos até ao momento oficiais coronéis, tenentes-coronéis, majores, capitães e há três anos tenentes de patente.

Segundo o secretário para a reinserção social dos ex-militares da Unita na Huíla Emílio Xavier Ngombe, passados 12 anos desde o fim da guerra continua penosa a situação dos militares que estão por reintegrar.

“Até estamos à espera pelo órgão que iria responder por esta franja dos ex-militares. É penoso, lá vão 12 anos e não há nenhum avanço sobre a reintegração social dos subtenentes, aspirantes, sargentos e soldados”, lamenta Ngombe.

O Instituto de Reintegração Social dos ex-militares (IRSEM) na Huíla revelou ter reintegrado até 2013, através do programa geral de reintegração, cerca de 14 mil ex-militares em projectos de agropecuária, comércio, pesca fluvial, transformação de cereais e artes e ofícios.

O director provincial do IRSEM José Luís Nogueira fala de novos projectos elaborados que visam a reintegração de mais de seis mil homens nos próximos três anos.

“Temos elaboradas 61 propostas para reintegrar 6 mil 859 ex-militares. Destas 61 propostas há propostas divididas para 2014, 2015 e 2016”, explica Nogueira.

Emílio Xavier Ngombe valorizou a iniciativa do IRSEM, mas lamenta a inconsistência dos projectos executados pela instituição.

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