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Unita quer o PR no parlamento


Raul Danda deputado da UNITA
Raul Danda deputado da UNITA

O aumento do salário mínimo nacional, que hoje se cifra em 120 dólares, é outra pretensão dos parlamentares da Unita.

Os deputados da Unita pretendem, para o próximo ano legislativo que começa já a 15 deste mês, o fim da intolerância política, acabar com a corrupção, implementar as autarquias e aumentar do salário mínimo nacional em Angola.

Estes são os grandes temas que centralizam as quartas jornadas parlamentares da Unita que decorrem em Saurimo, na Lunda Sul.

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O líder do grupo parlamentar do partido do Galo Negro Raul Danda apontou os assuntos que vão merecer destaque, durante quatro dias aqui em Saurimo: propor ao MPLA que se discuta uma data para a implementação das autarquias, que o Presidente da República indique caminhos para acabar com a corrupção no país, exigir um salário mínimo condigno para os angolanos e o fim dos casos de intolerância política.

Raul Danda pede combate a corrupção mas com actos e não palavras.

"A corrupção não pode ser combatida com discursos dúbios, a corrupção fere a segurança nacional", disse Danda para quem a Unita quer por fim aos casos de intolerância política e para começar, pede a José Eduardo dos Santos que exonere o governador do Bié por alegadamente ter ameaçado os membros do partido do Galo Negro.

"Governador como o do Bié Boavida Neto que ameaça bater nos homens da UNITA deve ser exonerado imediatamente, caso isso não acontecer, vamos entender como uma orientação do próprio presidente", acusou Danda, que justificou assim a escolha de Saurimo para as jornadas: "Este povo sofre muito, é perseguido por causa dos diamantes, as pessoas são batidas, são assassinadas pelas mãos dos que querem controlar os diamantes para se enriquecerem".

O aumento do salário mínimo nacional, que hoje se cifra em 120 dólares, é outra pretensão dos parlamentares da Unita.

O economista e deputado Fernando Heitor diz ser "possível encontrar-se uma equação entre empregados, o Executivo e sindicatos um salário mínimo mais adequado do que aquele que se pratica hoje".

A questão da pobreza também é uma das discussões dos deputados da Unita ", por ser marcante em Angola", disse Clarisse Kaputo, porta-voz das jornadas.

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