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UNITA dá nota negativa da gestão o Governo de Malanje

  • Isaías Soares

Mardanês Calunga, secretário provincial da Unita em Malanje, Angola

Centenas de populares de várias aldeias dos municípios do Quela, Cahombo, Kiwaba-Nzoji, Marimba e Massango, no interior da província angolana de Malanje estão separadas das respectivas sedes comunais e municipais por estradas.

O secretário provincial da Unita, Mardanês Agostinho Calunga, acusa o Governo provincial de ter negligenciado o programa de reabilitação das infra-estruturas rodoviárias, facto a que se acrescenta o desabamento de uma ponte neste período chuvoso.

“A comuna do Moma, município do Quela, a ponte sobre o rio Luali desabou completamente, a picada tornou-se numa espécie de caminho corta-mato, e o representante do Governo naquela circunscrição reside em condições que se assemelham ao do homem primitivo”, refere Calunga.

No município de Massango, diz o líder da UNITA, não há estrada entre a sede e as duas comunas, nomeadamente Kihuhu e Kinguengue, incluindo a zona baixa da municipalidade.

Calunga, reconheceu na cerimónia de cumprimentos de fim de ano com membros da direcção do partido, colaboradores e convidados, que o ano 2016 não foi bom para os angolanos em consequência da crise económica e financeira que afecta o país, mas há culpados.

“No nosso ponto de vista a principal causa é a políticas erradas do actual Executivo, caracterizadas pela má gestão e açambarcamento do erário público por parte dos principais gestores”, acusou o secretário provincial da UNITA, lembrando “haver pessoas a consumir água imprópria para o ser humana e falta de energia um pouco por toda a província#.

Mardanês Agostinho Calunga ainda apontou como consequências dos erros do governo angolano crianças fora do sistema de ensino por falta de professores ehospitais e centros de saúde sem medicamentos, médicos e enfermeiros.

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