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Tensões no Huambo entre Unita e MPLA

  • Manuel José

Rafael Massanga Savimbi

Rafael Massanga Savimbi

Partidos marcaram actividades no mesmo dia.

A Unita, na oposição, acusou o MPLA, no poder em Angola, de tentar boicotar as suas actividades no Huambo.

A acusação surge dois dias antes do partido do galo negro realizar um acto público para lançar as suas actividades na província no sábado 30 para assinalar o arranque do ano político.

A Unita diz que o MPLA programou actividades para o mesmo dia com recurso aos fundos do Estado.

O MPLA estará nas proximidades do Huambo, em Kassongue, para apresentar publicamente centenas de elementos que diz terem abandonado a Unita.

O secretário-geral adjunto o partido na oposição Rafael Massanga Savimbi disse que a "a ideia é mais uma vez aquela palhaçada que nos habituaram de trazerem ditos membros da Unita para se renderem ao partido da situação, entendemos que é uma forma frustrada de mostrar força”.

Savimbi disse que o MPLA usa recursos que são do Estado para fazer isso.

''É condenável quando o partido da situação utiliza instituições do Estado, neste caso a casa militar do Presidente da República para fins eleitoralistas ou de propaganda politica, a esbanjar os recursos, numa altura em que o país está em crise financeira'', disse.

Tentamos mas sem sucesso ouvir algum responsável do MPLA em Kassongue, e não foi possível falar com dirigentes do partido no poder a nível central.

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