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UNITA culpa autoridades pela morte de um dirigente no Huambo


A culpa é das autoridades - Liberty Chiyaca, secretário provincial da UNITA no Huambo

A culpa é das autoridades - Liberty Chiyaca, secretário provincial da UNITA no Huambo

Polícia terá sido avisada e nada fez. Autoridades negam as acusações.

O deputado da UNITA para a província do Huambo, Liberty Chiyaca disse que a morte de um dirigente do seu partido no município do Londuimbali, resulta de um terrorismo de Estado e responsabilizou a a Policia Nacional e os Serviços de Informação e Segurança de Estado pelo assassinato do seu membro.

A polícia no Luondibali nega as acusações alegando serem infundadas.

Em declarações a Voz da América, Chiyaka ameaçou realizar manifestações para exigir a responsabilização criminal dos autores morais e materiais da violência politica do fim de semana que resultou em uma morte e vários feridos no sector da Cuquenta, município do Londuimbali.

Chiyaka disse que o seu partido tinha sido avisado que “havia um grupo do MPLA dirigido pelo primeiro secretário comunal da JMPLA, Justino Ndala e o primeiro secretário do MPLA do sector da Cuqueta, Filipe Watela para desestabilizar o programa político da UNITA, mas a policia não fez absolutamente nada para impedir tais actos,” disse aquele dirigente partidário.

“Por isso entendemos que esse acto bárbaro configura um terrorismo de Estado,” disse.

“Foram os órgão de Estado que foram coniventes neste atentado à vida, neste atentado a paz e reconciliação nacional,” acrescentou.

Como a VOA reportou oportunamente, os confrontos entre os militantes da UNITA e do MPLA começaram na noite de Sexta-feira e terminaram na manhã de Sábado por volta das 6 horas e 30 minutos, com a morte de Feliciano Epalanga, secretário comunal do Londuimbali para área da administração e finanças do maior partido na oposição.

O secretário municipal da UNITA, Delfino Catumbela, disse que no dia 9 de Maio, através duma nota informativa número 9/2013, endereçada à Administração Municipal do Londimbali, Comando Municipal da Polícia Nacional e Serviços de Informação e Segurança de Estado, o seu partido informou as autoridades locais que pretendia realizar no dia 11 do corrente, um comício na sede da Cuqueta, que terminaria com içar da bandeira na localidade.

No dia seguinte, 10 de Maio, pelas 19 horas, um grupo de militantes do MPLA, munidos com paus, pedras e catanas, arrancou a tribuna que tinha sido montada naquele mesmo dia para o comício do 11, e mais tarde o mesmo grupo deslocou-se a uma residência onde se encontravam hospedados alguns militantes da UNITA, vindos da sede do município, resultando em pancadaria, conforme explicou Domingos Nene, uma das testemunhas.




A violência que começou as 19 horas terminou por voltas das 23 horas com um número indeterminado de feridos.

Ainda segundo a mesma fonte, por volta das 6 horas e 30 minutos de Sábado, um grupo de 100 membros do MPLA e da JMPLA, dirigiu-se a casa de Agostinho Vila, secretário da UNITA do sector Cuquete, onde se encontrava Feliciano Epalanga.

O assassinato de Feliciano Epalanga foi presenciado pelo seu irmão Marcolino que disse à VOA que quando o seu irmão saiu de casa, foi apedrejado na cabeça e depois quando já tinha caído foi agredido a paulada na cabeça, vindo depois a morrer.

Feliciano Epalanga de 42 anos de idade, foi desmobilizado em 2002 e deixa 11 filhos. O seu corpo terá sido encontrado com sinais de esfaqueamento no estomago e foi enterrado ontem num cemitério do Londuimbali.

O deputado da UNITA Liberty Chiyaka prometeu levar o caso à Assembleia Nacional.

“ Os dirigentes radicais do MPLA continuam a socorrer-se da violência para escamotear a sua indisfarçável incapacidade de governar, sobretudo de prever e resolver os problemas mais básicos do povo angolano e em particular na província do Huambo,” disse.

No próximo sábado, o maior partido na oposição irá realizar, no sector da Cuqueta, uma vigília para exigir justiça e o fim da intolerância política.

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