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Unita contradiz números apresentados pelo Governo sobre mortes em Luanda

  • José Neto

Adalberto Costa Júnior, presidente da bancada parlamentar da Unita

Adalberto Costa Júnior, presidente da bancada parlamentar da Unita

Em causa o sector de Saúde de Luanda que recebeu menos dinheiro do que no ano passado.

O grupo parlamentar da Unita considera que os números apresentados pelo Governo sobre mortes por febres hemorrágicas não correspondem à realidade.

A conclusão surge depois de visitas a hospitais, morgues e cemitérios realizadaa pelos deputados do partido do galo negro que apontam números bem superiores aos apresentados pelo ministro da Saúde.

“As intervenções do ministro da Saúde e os dados do Governo mostrados à directora da OMS não são verdadeiros: Hospital Américo Boavida registou de 1 a 31 de Março 1039 mortes, Hospital Geral de Luanda 1157, Maria Pia e o Pediátrico 1370, Hospital Kapalanca 465, Hospital do Cajueiro 409, hospital Mãe Jacinta 79 mortes, hospital da Samba 51, num total de 4570, números de constatação directa dos livros'', revela Adalberto da Costa Júnior.

Quanto aos cemitérios, o líder do grupo parlamentar da Unita enumera que o “Cemitério de Viana de 1 a 31 de Março registou 2170 mortes, Cemitério da Camama 1643 mortes, cemitério do Benfica 2573, cemitério do Catorze 1953”, lembrando que esses números não incluemos não declarados pelos coveiros por não receberem os seus salários.

Apenas em quatro cemitérios “foram 8339 óbitos”, registados durante o mês de Março, de acordo com os deputados da oposição.

A Unita mostrou aos jornalistas que o sector da Saúde de Luanda recebeu apenas 136 milhões de dólares para este ano, num momento de catástrofe, enquanto em 2015 o montante destinado à capital foi de 221 milhões de dólares.

O chefe do grupo parlamentar da Unita comparou ainda o orçamento para a Saúde de Luanda num ano e os gastos pessoais de luxo do Presidente da República.

Adalberto da Costa Júnior revelou que José Eduardo dos Santos gastou em 2015, a título pessoal, valor superior a 340 milhões de dólares, ao ponto de ter comprado “para seu conforto pessoal uma mobília de 12 milhões de dólares e um avião de 62 milhões de dólares”,além de ter autorizado o BNA a transferir dinheiro para a compra de uma empresa portuguesa para um dos seus familiares”.

“Há disponibilidade para gastos individuais, mas não há para assistência pública às populações”, conclui o líder do grupo parlamentar da Unita.

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