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"Governo-sombra" da UNITA não visa criar obstáculos ao poder instituído

  • Venâncio Rodrigues

Dirigentes históricos da UNITA:da esquerda para a direita estão Abel Chivukuvuku, Samuel Chiwale, Paulo Lukamba Paulo, Jose Quissanga e Carlos Tiago Kandanda

Dirigentes históricos da UNITA:da esquerda para a direita estão Abel Chivukuvuku, Samuel Chiwale, Paulo Lukamba Paulo, Jose Quissanga e Carlos Tiago Kandanda

A equipa governativa é chefiada pelo conhecido economista,Fernando Heitor e integra, entre outros, o antigo ministro da Saúde,Sebastão Veloso

Isaías Samakuva deu hoje posse ao "governo-sombra" da UNITA. O presidente do partido do Galo Negro definiu no discurso proferido na oportunidade que "o governo-sombra,acompanha a execução do Plano Nacional, estuda a evolução dos principais dossiers do país, ausculta o povo e actualiza o Programa da UNITA para governar Angola".

Samakuva fez questão em sublinhar que "o governo-sombra nada tem a ver com o antigo Governo Revolucionário de Angola no exílio, da época da luta pela independência nacional. Nem visa criar obstáculos a actuação do governo legítimo de Angola, em funções desde 2008 e cujo mandato termina em 2012".

O presidente da UNITA adiantou que o "governo-sombra é um mecanismo que o pensamento liberal criou para a consolidação do regime democrático. Vamos utilizá-lo como instrumento para o exercício do direito de oposição democrática e como veículo de marketing político para apresentarmos ao eleitorado as políticas alternativas da UNITA para combater a pobreza, refundar o Estado e colocar o angolano no centro da mudança".

A equipa governativa é chefiada pelo conhecido economista , Fernando Heitor e integra, entre outros, o antigo ministro da Saúde,Sebastão Veloso.

Na mesma altura foram também empossados os membros do executivo e da comissão permanente da UNITA. Nas duas estruturas partidárias , o destaque vai para a recondução de Paulo Lukamba Gato, e Abel Chivukuvuku , Abílio Camalata Numa e Eugènio Manuvakola, todos com a categoria de conselheiros especiais do presidente do partido.

Numa outra passagem da sua intervenção, Samakuva anunciou que "o secretário-geral da UNITA vai acelerar o programa de implantação do partido em todo o território nacional, estruturar o território nacional em regiões eleitorais e enquadrar os dirigentes do Partido residentes em Luanda em grupos de acompanhamento e supervisão das regiões eleitorais".

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