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A UNITA diz que o governo se apoderou do seu património

  • Armando Chicoca

Setembro 1975, Nova Lisboa, Angola

Setembro 1975, Nova Lisboa, Angola

Só na cidade de Luanda, mais de 80 edifícios, pertença da UNITA, foram usurpados pelos homens do poder

As reivindicações da UNITA

Dirigentes do Partido do Galo Negro, em Luanda, acusam o governo angolano de agir em má fé no processo de devolução do património pertença da UNITA.
O Secretario da UNITA para o Património, Engº Adalberto da Costa Júnior, disse à Voz de América que, nos próximos dias, aquele partido vai recorrer às instâncias judiciais nacionais e internacionais para reaver o seu património que ainda se encontra injustamente nas mãos de altas individualidades do poder político e de alguns generais.
"O que ocorreu é,infelizmente, fruto do periodo de guerra, o patrimonio da UNITA foi sendo ocupado pelas instituições e uma boa parte também por dirigentes ligados ao poder político e por militares, facto este que foi igualmente bastante analisado durante os acordos de paz. O governo angolano, até aqui, nao cumpriu com os pressupostos", disse Costa Júnior.
Só na cidade de Luanda, mais de oitenta edifícios, pertença da UNITA, foram usurpados pelos homens do poder, segundo afirma Secretário para o Património do Partido do Galo Negro, Adalberto da Costa Júnior. Diz ele:"Nós temos, por exemplo, em Luanda, cerca de 82 edifícios, pertença da UNITA e que, até hoje, maioritariamente, não foram devolvidos, apesar da pressão nas bilatarais".
Aquele político disse ainda que "há uma postura deliberada e articulada entre o governo central e províncias, visando obstaculizar a acção política da UNITA no país". A UNITA, segundo Adalberto da Costa Júnior, tem o dossier preparado para ser introduzido à consideração dos tribunais
"E, se nós deitarmos um olhar pelo país, é o proprio MPLA quem ficou com tudo.Ficou com as melhores infraestruturas em todas as provincias.Agora pergunto:comprou-as? Portanto, vemos aqui uma concorrência desleal e obstrucionista. Não vemos outra saída se não recorrermos às instâncias judiciais do país e internacionais, para reavermos o que é nosso", replicou aquele representante da UNITA.
A Voz de América continua a envidar esforços no sentido de ouvir as figuras próximas do executivo angolano e do partido no poder em Luanda.

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