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As populações estão a envelhecer em todo o mundo

  • Peter Fedynsky

O maior aumento encontra-se nos países em desenvolvimento, onde as pessoas vivem agora em média 68 anos, e esperam viver até aos 74, em 2050

É uma realidade da vida que as pessoas mais velhas andam mais devagar, o que não é surpresa, que levem mais tempo a atravessar uma rua.

Como poderão as comunidades criar condições para o rápido envelhecimento da população mundial? Um novo estudo das Nações Unidas sobre o envelhecimento apela às nações para darem resposta a esta questão, uma vez que em breve, uma em cada cinco pessoas no mundo terá idade superior a 60 anos.


O Japão tem a população mais idosa do mundo: 30 por cento dos japoneses são idosos. O novo relatório da ONU afirma que a meio deste século, 64 países vão atingir aquele índice.

O director do gabinete da ONU para a População e o Desenvolvimento, Jose Miguel Guzman, classifica o aumento da longevidade como sendo um dos maiores êxitos da humanidade.

O autor do novo relatório atribuiu o aumento da longevidade à melhoria da nutrição, aos cuidados sanitários, aos avanços médicos, aos melhores cuidados de saúde, ao aumento da educação e ao bem-estar económico.

Guzman destaca que a longevidade coloca desafios.

“O aumento drástico do envelhecimento significa um aumento na procura da segurança de rendimento, da saúde e dos cuidados de saúde a longo prazo, o que cria grandes desafios socioeconómicos que tem de ser resolvidos através de políticas apropriadas e fortes”.

O relatório indica que as populações estão a envelhecer em todo o mundo. O maior aumento de idade encontra-se nos países em desenvolvimento, onde as pessoas vivem agora em média 68 anos e esperam viver até aos 74 em 2050.

A longevidade é de 78 anos nos países desenvolvidos, onde os recém nascidos podem esperar viver até aos 83 anos.

Richard Blewett, da HelpAge International, sustenta que as pessoas mais velhas não são encaradas, em muitos países, como sendo agentes económicos.

“Os governos não estão a corresponder às expectativas dos seus cidadãos mais idosos e podem fazer mais do que fazem. É necessário ter uma visão de longo prazo e forte vontade política e um sentido claro de prioridades.”

Blewett indica que 67 por cento dos mais idosos inquiridos para o relatório indicaram que o maior desafio que enfrentam é discriminação no emprego.


Mas destaca ainda que algumas nações começam a ver as vantagens que têm os mais velhos; a África do Sul oferece um programa de pensão social e o Brasil adoptou legislação de direitos humanos em favor dos mais velhos.

Na China, os avós rurais cuidam cada vez mais dos netos, enquanto os pais vão procurar emprego nas cidades.
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