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Uíge: Tragédia no estádio deveu-se a negligência de diversas entidades


Tragédia no Estádio 4 de Janeiro, Uíge

Comissão de inquérito responsabiliza comandante da polícia, o clube Santa Rita, gestores do estádio e a Associação de Futebol

As culpas pela tragédia no Estádio 4 de Janeiro no Uíge, em que morreram mais de 20 pessoas, foram atribuídas à negligência de várias entidades envolvidas nos preparativos do jogo de abertura do Girabola.

O Governo provincial do Uíge apresentou nesta quarta-feira, 29, o relatório do inquérito da tragédia no qual concluiu ter havido “negligência” por parte da empresa gestora do estádio por vender tardiamente os bilhetes, do clube da Santa Rita de Cássia, da Associação Provincial de Futebol (APF) e da Polícia Nacional.

Oficialmente morreram 17 pessoas, mas a VOA sabe que 28 pessoas perderam a vida.

"Os órgãos competentes devem responsabilizar cada um, segundo a gravidade dos factos", esclareceu o vice-governador para o sector económico do Uíge.

Mendes Sambo adirmou que quanto à empresa gestora do estádio a culpa recai pelo facto de não ter aberto todos os portões e a venda de bilhetes em locais inapropriados.

Quanto à segurança, a polícia e o clube são responsáveis.

"A comissão entende que a polícia, na pessoa do segundo comandante provincial para ordem pública, não contou com a avalanche de adeptos esperados" concluiu.

O acidente aconteceu a 11 de Fevereiro quando uma multidão pressionou a porta principal do Estádio 4 de Janeiro, que cede e provocou mortos e feridos.

O próprio Presidente da República pediu a abertura de um inquérito rigoroso.

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