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Uíge: Casas demolidas há dois anos, mas ajuda só para alguns


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Famílias dizem que chapas de zinco e terreno só foram para alguns cujas casas foram destruídas no perímetro do aeroporto em 2013

Centenas de famílias que perderam as suas habitações em redor do aeroporto do Uíge dizem que dois anos após as demolições continuam sem receber ajuda adequada do Governo.

As demolições foram feitas em 2013 para prevenir riscos e afectaram centenas de famílias.

O que mais preocupa as pessoas afectadas é o facto de o Governo não ter dado condições condignas a todas as famílias desalojadas.

Outras queixam-se de restrições na distribuição das mínimas condições concedidas pelo Governo local.

“As nossas casas tinham sido destruídas e até agora andamos à espera de uma resposta do Estado, mas até agora não diz nada e nós estamos a sofrer muito”, disse Afonso Manuel, que acrescentou: “As crianças não estão a estudar por falta de condições de habitação e sou desempregado.

Entretanto, alguns beneficiaram de apoio mínimo com a entrega de chapas de zinco e terreno, mas há muitos que nada receberam como é o caso de Manuel Rodrigues.

“Não recebemos nem chapas nem terreno ou qualquer outro meio, fomos as últimas pessoas que demoliram casas, as primeiras a receberam chapas e terrenos, na ultima fase já não recebemos mais nada, queremos a igualdade como pelo menos nas chapas e terrenos”, defendeu Rodrigues.

A outra reclamação dos populares que ainda insistem em viver nos arredores da vedação da pista do Uíge é a falta da iluminação pública que transforma a zona num grande espaço de lazer de marginais e delinquentes.

A VOA procurou ouvir a versão oficial da administração municipal do Uíge encarregue na resolução e demolição das residências dos cidadãos, mas nãp foi possível.

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