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Uíge: Acesso a documentos mais fácil com "gasosa"


Numa altura em que começa mais um ano civil, a correria na procura dos Serviços de Identificação aumentou significativamente por parte dos estudantes e a população na província angolana do Uíge.

Os populares queixam-se da burocracia dos funcionários e a morosidade para adquirir o certificado de registo criminal, um dos principais documentos mais solicitados pelos estudantes e por concorrentes a um lugar na função publica.

Miguel Lucas é um dos cidadãos que há três dias solicita o certificado do registo criminal, mais sem êxito.

Ele disse que contudo viu na instituição documentos a serem emitidos para pessoas que não se encontravam no local.

“Há cobrança de gasosa,vi documentos passar de lado, eu até aconselhei aos companheiros aqui para fazer uma colecta para sermos atendidos o mais rápido possível, porque todos somos angolanos”, disse Lucas.

Lubanzadio André e Dona Amélia, dois cidadãos que procuram pelos mesmos serviços há dois dias, disseram ter assistido a “cunhas” praticadas pelos funcionários da referida instituição.

Na última entrevista prestada à VOA, o delegado provincial dos Serviços de Identificação Miguel Cutoca havia declarado que fossem pronunciadas todas as tentativas ou ações de cobrança de dinheiro, vulgo “gasosa”, por parte dos funcionários para se por fim a esta prática.

Contudo, alguns utentes dizem que outro método deveria ser encontrado para combater a “gasosa”.

“Isso só pode causar inimizade entre as pessoas e perseguições”, disse Alberto Jorge.

“O próprio Estado é que tem de procurar outros mecanismos porque eles estão conscientes que isso existe dentro das instituições do Estado”, concluiu.

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