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Rebeldes Somalis Fazem Atentado Terrorista no Uganda

  • Paulo Faria

Rebeldes Somalis Fazem Atentado Terrorista no Uganda

Rebeldes Somalis Fazem Atentado Terrorista no Uganda

Autoridades no Uganda anunciaram que o grupo rebelde somali al-Shabab ligado à al-Qaida é suspeito de ter levado a cabo os dois atentados bombistas no domingo na capital do país, Campala. As explosões mataram mais de 74 pessoas e deixaram dezenas de outras feridas. A al-Shabab tinha previamente ameaçado atacar o Uganda e o Burundi por terem tropas na Somália ao serviço da missão de manutenção da paz da União Africana. Paulo Faria com os pormenores.

A Polícia disse que as explosões aconteceram por entre ajuntamentos que viam a final do “Mundial” de futebol em duas das partes mais movimentadas da cidade.

A primeira explosão ocorreu num restaurante etíope em Kabalagala, um subúrbio popular de Campala com expatriados e visitantes estrangeiros. A segunda explosão teve lugar no Kyadondo Rugby Club no centro da cidade, onde uma grande multidão se tinha concentrado pêra ver o jogo entre a Espanha e a Holanda em ecrãs gigantes de televisão.

Perto de 50 pessoas terão morrido no clube e pelo menos 15 morreram na explosão no restaurante. Joann Lockard, uma porta-voz da Embaixada dos Estados Unidos em Campala, informou que um americano está entre os mortos e vários outros poderão ter ficado feridos.

O governo ugandês disse estar a investigar a possibilidade das explosões terem sido obra de dois bombistas suicidas. Funcionários de segurança haviam especulado anteriormente que as bombas tinham sido colocadas nos dois locais e activadas por controlo remoto.

O exército ugandês declinou comentar. Mas o inspector-geral da polícia ugandesa, Kale Kayihura, ligou os atentados bombistas às recentes ameaças do al-Shabab contra países que contribuíram com tropas para a missão de manutenção da paz da União Africana na Somália.

Mais de 6000 soldados do Uganda e do Burundi encontram-se estacionados na capital da Somália, Mogadíscio, protegendo instalações chave do governo federal de transição apoiado pelas Nações Unidas de ataques do al-Shabab e outros rebeldes islâmicos. Os líderes do bloco regional da África Oriental, IGAD, prometeram também enviar mais 2000 soldados para reforçar a força de manutenção da paz africana.

Na semana passada, o líder máximo do al-Shabab, Ahmed Abdi Godane, acusou tropas da União Africana de continuarem a matar civis em Mogadíscio e que o seu grupo iria procurar vingar-se.

O al-Shabab, considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos e outros países ocidentais, já levou a cabo vários ataques suicidas contra soldados de manutenção da paz na Somália.

O presidente do governo federal de transição da Somália, Sharif Sheik Ahmed, enviou condolências às famílias das vítimas no Uganda e disse que a região e a comunidade não irão tolerar o alastramento da insegurança por terroristas.

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