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UE tem um défice 15 mil milhões de euros na balança comercial com África

  • Alvaro Ludgero Andrade

A União Europeia (UE) tem um défice de mais de 15 mil milhões de euros na balança comercial com o Continente Africano, segundo dados divulgados pelo Eurostat. A revelação acontece a dois dias da IV cimeira União Europeia-África que começa na próxima quarta-feira em Bruxelas

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União europeia, que divulga dados de 2013, ao contrário dos restantes países da organização, Portugal tem um excedente comercial de 64 milhões de euros, face a um défice de 264 milhões registado em 2012.

Ainda assim, o défice da balança comercial dos 28 Estados-membros com 52 países africanos reduziu-se em mais de metade de 2012 para 2013: de 35.933 para 15.093 milhões de euros.

Angola é o quinto país africano que mais exporta para a União europeia, representando o quinto maior saldo negativo (-3.104 milhões de euros), depois da Nigéria, Líbia, Argélia e Guiné Equatorial.

Por outro lado, a África do Sul é o principal importador de produtos europeus, com cerca de 9 bilhões de euros, seguindo-se Marrocos, Egipto, Togo e Senegal.

Do lado europeu, Bélgica, França, Roménia, Suécia e Alemanha são os países com os maiores excedentes comerciais, enquanto Espanha, Reino Unido e Itália têm os principais défices.

Segundo o Eurostat, África representa 10% do comércio externo europeu.

Bruxelas acolhe na quarta e quinta-feira a quarta cimeira UE-África em que estará presente a maioria dos chefes de Estado e de Governo de África.

Guiné-Bissau ó único país africano de língua portuguesa que não estará presente na cimeira em virtude de a União Europeia não reconhecer o actual Governo de Transição, à semelhança do Zimbabwe, que decidiu não participar por a União Europeia não ter dado visto à esposa de Robert Mugabe.

O presidente sul-africano Jacob Zuma também não estará presente.

Angola estará representada na cimeira União Europeia/África pelo vice-presidente Manuel Vicente.

Entretanto, oministro angolano das Relações Externas Georges Chickoti diz não esperar muito do evento que para ele cumpre apenas um programa institucional.
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