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Turistas aprovam a Copa no Brasil

  • Maria Cláudia Santos

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Os transtornos existentes são destacados por brasileiros e pela imprensa do que pelos que fazem parte dos mais de 600 mil visitantes de outros países.

A Copa do Mundo no Brasil chega ao décimo terceiro dia com a aprovação de grande parte dos turistas do exterior. Nas ruas, estádios e festas que reúnem torcedores é difícil encontrar estrangeiros reclamando do Mundial no país.

Não é que não existam problemas. No entanto, até agora, eles estão impactando bem menos o Mundial do que os mais pessimistas acreditavam. As reclamações mais comuns são de problemas com as conexões de internet em alguns estádios, com os engarrafamentos no acesso a parte das arenas desportivas e com a pouca quantidade de voluntários bilíngues.

Mesmo assim, os transtornos são destacados bem mais por brasileiros e pela imprensa do que pelos que fazem parte dos mais de 600 mil visitantes de outros países.

“Está tudo funcionando muito bem”, afirma o americano que está em Belo Horizonte e lembra que, antes de viajar, ouviu muita gente pedindo para ele ter cuidado com a violência e alertando para os problemas no trânsito das grandes cidades.

Além dos americanos, torcedores da Alemanha, da Argélia e de outros países, ouvidos pela VOA, destacam as belezas do Brasil, a hospitalidade do povo e garantem não sentir medo no país, apesar das advertências que sempre ouviram sobre o problema de segurança vivido pelos brasileiros.

Treze dias depois do início do Mundial também já é possível dizer que as manifestações populares, contra a realização do evento, não ameaçam o mundial, como era temido. Os movimentos têm ocorrido em cidades-sede, mas com uma participação muito menor que a verificada em protestos anteriores, como os da Copa das Confederações, no ano passado.

Para o cientista político Oswaldo Deon há algumas explicações para o esvaziamento das mobilizações. A violência, que marcou parte dos protestos anteriores, está entre os motivos que afastaram as pessoas que estavam nas ruas de forma espontânea.

“Depois da radicalização que aconteceu, em especial, com os black blocs, isso comprometeu muito a qualidade das manifestações e as próprias demandas. Parte importante dos jovens, em especial, teve receio de ir para as ruas em função de uma pequena parte de manifestantes que confundiram direito de expressão, direito de representação com crime”, afirma.

Para o cientista político Rudá Ricci a postura da polícia brasileira, em boa parte das capitais, dificultando o deslocamento dos manifestantes, também ajudou a sufocar o poder das manifestações no país.

“Eles estão adoptando uma táctica militar usada em manifestações, principalmente, na Europa, que aqui é chamada de ‘Caldeirão de Hamburgo’. A Polícia cerca e não deixa ninguém nem entrar nem sair, por horas. Pelo esgotamento, eles negociam a dispersão.
A crítica que os advogados fazem é que isso coíbe o direito de ir e vir”, concluiu Ricci.
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