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Donald Trump debaixo de fogo após comentários sobre aborto

  • Redacção VOA

Donald Trump

Donald Trump

Trump afirmou que, se o aborto fosse banido, as mulheres que o fizessem deviam ser punidas.

Nos Estados Unidos, o bilionário Donald Trump, que lidera o grupo de candidatos republicanos à nomeação para as presidenciais de Novembro, está a ser alvo de críticas depois de ter afirmado que as mulheres que fizerem abortos deviam ser punidas, se aquela intervenção médica fosse considerada ilegal no país.

Poucas horas depois dessas declarações à rede televisiva MSNBC News, Trump recuou, afirmando que só os técnicos que fazem os abortos seriam levados à justiça.

Levando a cabo a sua campanha no estado de Wisconsin, onde se realizam as próximas eleições primárias, o principal rival de Trump, o senador republicano do Texas, Ted Cruz, afirmou que as declarações iniciais de Trump demonstravam a sua falta de conhecimentos políticos.

Cruz aproveitou também a oportunidade para atacar os democratas:

“Uma das coisas mais frustrantes nos democratas é que eles gostam de pô-las numa gaiola e dizer : vocês têm uma série de questões que são questões das mulheres. Podem revestir-se dessa roupagem e só podem pensar sobre essas questões. Mas, tenho novidades para o partido democrático, as mulheres não constituem um grupo de pressão especial.”

Donald Trump e o governador do estado do Ohio seguem atrás de Cruz nas sondagens feitas em Wisconsin, estado aliás onde os democratas vão escolher o seu candidato à nomeação.

Neste momento restam dois candidatos do lado democrático: a antiga secretária de estado Hillary Clinton e o senador do Vermont, Bernie Sanders.

Aquele último assumiu um tom triunfante:

“Vencemos 6 das 7 últimas eleições., muitas vezes por esmagadoras maiorias, isso é chamado momento.”

No entanto Clinton continua a liderar com confortável vantagem o número de delegados de que os candidatos necessitam para serem escolhidos na Convenção democrata de Julho.

Segundo muitos analistas seria quase impossível para Sanders, neste momento, recuperar o terreno perdido.

Já do lado dos republicanos, apesar de uma substancial vantagem em relação aos seus rivais, não está ainda garantido que Donald Trump consiga o número de delegados necessários o que causaria aquilo a que se chama uma “Convenção aberta” em Julho que vem e na qual poderiam surgir movimentações para escolher um candidato alternativo.

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