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Trocado processo do activista preso em Viana

  • Coque Mukuta

Jornal Mural de Nito Alves

Jornal Mural de Nito Alves

O activista que inicialmente respondia sobre o processo 7465/13VN acusado de difamação contra o Presidente Angolano, José Eduardo dos Santos, em Viana, responde agora o processo 9848/13-OP criado pela Direcção Provincial de investigação Criminal de Luanda.

O porta-voz do Comando Geral da Polícia Nacional, subcomissário Aristófanes dos Santos, disse sexta-feira, passada que o activista cívico Nito Alves, detido no dia anterior, quer criar guerra em Angola por ter impresso t-shirts e panfletos onde se pode ler: "José Eduardo fora. Ditador nojento". e “quando a guerra é necessária e urgente”.

Sem qualquer queixa de Dos Santos ou seja, é uma iniciativa da Polícia Nacional.


Na sexta-feira, a Voz da América soube de uma fonte, próxima ao Procuradoria-Geral da República que o processo já estava para despacho do Procurador Afonso Comidando junto a Unidade policial do Kapalanga e que o jovem Nito Alves seria ouvido nesta segunda-feira, o que não aconteceu por terem trocado o processo.

Nito Alves numa curta mensagem que nos enviou, disse estar a sofrer tortura e pressão psicológica por parte de vários oficiais da polícia bem como de elementos da secreta angolana.

Os seus companheiros deram uma conferência de imprensa na manhã desta segunda-feira, e garantiram que vão realizar uma manifestação quinta-feira para dentre outras exigências pedirem a libertação de Nito Alves.

“Dia 19, as 15horas no nosso caminho é para o primeiro de Maio” disse “nós temos o nosso companheiro Nito Alves preso por uma simples coisa e já estamos casados de estarem sempre a nos baterem” Adolfo Campos".

A Misa-Angola também já se pronunciou em relação a detenção de Nito Alves, de 17 anos o qual se encontra nesta altura detido na DPIC.

Em relação a manifestação da próxima quinta-feira o Ministro do Interior Ângelo de Barros Viegas Tavares já orientou o Comandante Provincial, da Policia Nacional em Luanda, António Maria Sita para proibir e informar num encontro realizado na tarde de hoje com os jovens subscritores da carta que informa a realização da manifestação por alegadamente ser um movimento ilegal.

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