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Tribunal absolve militantes das Lundas

  • Redacção VOA

Processo contra 10 activistas arrastava-se desde 2010

Dez activistas do Movimento do Protectorado das Lundas foram absolvidos pelo Tribunal Provincial de Luanda, pondo-se assim termo a um processo que se arrastava desde 2010.

Os activistas foram presos em Janeiro de 2010 e acusados de estarem envolvidos em manifestações contra o governo.

Poucos dias depois oito membros foram soltos enquanto outros dois permaneceram presos até 14 de Dezembro de 2010, quando foram libertados por falta de provas condenatórias e excesso de prisão preventiva.

Contudo, em Fevereiro do ano passado todos foram novamente acusados, mas agora de estarem envolvidos em crimes contra a segurança do Estado.

O tribunal absolveu-se dessa acusação.

O dirigente de uma das facções do Movimento do Protectorado das Lundas, José Mateus Zecamutchima, tinha sublinhado anteriormente que essa lei tinha sido revogada dois anos antes.

A organização luta por uma autonomia da região

Os 10 activistas agora ilibados são Domingos Manuel Muatoryo, Alberto Cabaza, Luís Muacassange, Germano Chipalacana, Adelino Augusto, João Daniel Muatunda, Zola Rocha Lunga Umue, Tomaica Passa André, Ferraz Xaluquele e Serafim Paulo.

O mês passado as autoridades angolanas libertaram quatro outro activistas das Lundas que estavam presos em Kankanda.

Os activistas libertados no mês passado são Domingos Hnerique "Samujaia", Sebastião Lumanhi, José Mutebe e António Silva Malendeca.

A decisão do tribunal de absolver os 10 militantes significa que actualmente não há qualquer membro daquele movimento detido ou a aguardar julgamento.

O presidente daquela facção do Movimento do Protectorados das Lundas, José Mateus Zecamutchima disse que isto pode marcar o início de um diálogo o que "é um bom indício para nós"

"É deste ponto de partida que se deve dar um segundo passo porque as acções do nosso movimento não vão parar", disse Zecamutchima.

"Se as autoridades concluíram que não há crime nas nossas actividades então a única saída é o diálogo,"acrescentou.

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