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Transformação da CASA-CE em partido provoca debates calorosos


Marcolino Moco critica política de Portugal em relação a Angola.

O presidente eleito da CASA-CE pediu serenidade aos delegados no segundo dia do Congresso, que debate a transformação da coligação em partido político.

No dia em que tomou posse, Abel Chivukuvuku reagia assim a debates calorosos em torno do tema, com Alexandre Sebastião André, presidente de um dos partidos que formam a coligação, a advertir que essa transformação é perigosa e deve-se ter cautela.

As relações entre Angola e Portugal também foram algo de debates.

Reconduzido a mais um mandato na presidência da CASA-CE, com 646 votos, contra 53 de Carlos Pinho e seis de João Kalupeteka, Chivukuvuku tomou posse e garantiu que tanto Pinho como Kalupeteka fazem parte da família CASA-CE, que vai formar Governo em Angola em 2017.

Antes disso, precisa-se arrumar a CASA, e um dos pontos chaves deste congresso é a transformação ou não da coligação em partido político, uma discussão que continua a merecer alguns cuidados por parte dos integrantes da coligação.

Chivukuvuku pediu que se discuta o processo com “serenidade e tranquilidade”.

Por seu lado, Alexandre Sebastião André, presidente de um dos partidos integrantes da coligação, advertiu os congressistas de que ainda há alguns perigos no tratamento do assunto.

''É uma situação que continua de pé, nós vamos falar aos congressistas para termos toda a cautela para não nos encaminharmos para incertezas, por isso a minha missão é convencer os congressistas a apontarem os perigos que ainda existem”, disse André.

Durante o congresso, falou-se igualmente de economia e das relações entre Angola e Portugal.

O antigo primeiro-ministro angolano e convidado ao certame Marcolino Moco criticou a política portuguesa para Angola.

Para ele, apenas o negócio interessa aos portugueses e mais nada.

''O grande erro cometido pelos portugueses é que na base do seu maior avanço científico colocam sempre à frente de tudo o negócio e não se interessam com as pessoas, numa altura em que se devia corrigir os erros do passado que o colonialismo cometeu em Angola, mas continuam a enveredar neles com a ideia de só se interessarem pelos negócios e não querendo saber do problema dos angolanos'', defendeu Moco.

Presente na sala, Helder Amaral, deputado da Assembleia da República de Portugal pelo CDS, concordou com Marcolino Moco em número, género e grau.

''Concordo, recebi a mensagem acho que Marcolino Moco tem razão, o aspecto econónimo é fundamental, mas não pode ser o centro, há que ir mais além disso, por isso ele fala das ligações familiares'', explicou Amaral.

O congresso da CASA-CE, que curiosamente elegeu o presidente no primeiro dia, termina na quinta-feira, 8, altura em que se saberá se a coligação eleitoral mantém-se como tal ou passa a partido político.

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