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Trabalhadores moçambicanos pedem expulsão de sul-africanos em Inhambane

  • William Mapote

Mapa de Moçambique

Mapa de Moçambique

Reacção a ataques contra moçambicanos na África do Sul.

Trabalhadores moçambicanos contratados pela Sasol, uma empresa de capitais maioritariamente sul-africanos e que explora os campos de gás natural na região de Temane, no norte de Inhambane, amotinaram-se hoje, 16, como forma de exigir a saída dos seus colegas sul-africanos. Trata-se de uma medida em retaliação à onda de xenofobia em curso no país vizinho, de que os moçambicanos são parte das vítimas.

A informação foi confirmado por fontes do Governo provincial de Inhambane, que revelaram inclusive que o governador deslocou-se nesta tarde a Temane, para tentar apaziguar os ânimos.

Em conversa com a VOA, a investigadora e docente no Instituto Superior de Relações Internacionais Irae Lundi considera que a onda de violência contra os estrangeiros na África do Sul resulta das dificuldades económicas que o país atravessa, com consequências graves no aumento do desemprego e na deterioração das condições de vida.

Lundi diz ainda que o Governo sul-africano não conseguiu acomodar as populações suburbanas, depois do apartheid.

Carlos Serra, sociólogo e investigador no Centro de Estudos Africanos, alerta para o risco de um terremoto social e diz que as autoridades moçambicanas e sul-africanas devem sensibilizar as comunidades para travarem a onda de xenofobia.

Para os académicos, o Governo sul-africano deve melhorar as condições de vida dos cidadãos e combater os discursos de divisão.

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