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África do Sul realiza campanha contra malária para mineiros e turistas que viajam a Moçambique

  • Simião Pongoane

Mosquito

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Quase metade da capacidade de internamento nas unidades sanitárias em Moçambique é ocupada por doentes da malária

Companhias mineiras sul-africanas e operadores turísticos preocupados com Malária em Moçambique, numa altura em que muitos trabalhadores mineiros vão regressar à casa para passarem festas de Natal e do final do ano com as famílias.

A companhia mineira Sibanye Gold, em coordenação com o ministério sul-africano da Saúde, realiza campanha de educação sobre prevenção da doença do mosquito junto dos seus trabalhadores.

Dos cerca de 40 mil moçambicanos mineiros que trabalham na Africa do Sul, mais de cinco mil estão na companhia Sibanye Gold, considerada um dos maiores grupos de produção de Ouro neste Pais.

Quase todos os anos, alguns trabalhadores de Sibanye Gold ficam doentes e faltam ao serviço depois das férias do fim do ano e outros perdem a vida vítimas de malária. O mesmo tem acontecido com turistas que aproveitam o período da quadra festiva para descansarem nas praias de Moҫambique.

Duas senhoras responsáveis pela saúde do pessoal da companhia dão aulas de prevenção da malária durante cerca de duas horas por semana aos moçambicanos, em diferentes unidades produtivas do grupo Sibanye Gold.

Elas evitam revelar números de vítimas de malária registados na companhia, mas dizem que o assunto é muito serio e grave, razão pela qual a direção da Sibanye Gold decidiu embarcar nas medidas de prevenção.

Entretanto, a adesão dos trabalhadores tem sido relativamente fraca, mas os poucos que já participaram nas aulas gostaram e prometem tomar medidas profiláticas contra a malária, que incluem uso de redes mosquiteiras, repelentes e agasalho durante a noite ao relento.

Domingos Bila disse que há o problema de ser afectados pela malária quando está em casa.

Mas pessoalmente, Domingos Bila nunca teve malária porque tem cumprido rigorosamente as orientações de medidas profiláticas.

Esmundo Langa, com 25 anos de trabalho na mina de ouro do grupo Sibanye Gold, explica que era vitima frequente da chamada doença de mosquito. "Agora o hospital nosso aqui na África do Sul, ou seja aqui na companhia Sibanye Gold, sempre nos obriga a levantarmos comprimidos de prevenção quando vamos para Moçambique", conta.

"Eu já estou, não sei há quantos anos, sem apanhar malária porque quando vou para casa tenho levado comprimidos de prevenção. Antes, era vitima frequente de Malaria”, lembra .

Quase metade da capacidade de internamento nas unidades sanitárias em Moçambique é ocupada por doentes da malária, doença que é principal causa da mortalidade no país.

África do Sul apenas regista casos de malária nas regiões que fazem fronteira com Moçambique e Suazilândia.

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