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Termina greve na Epal, em Angola

  • Redacção VOA

Angola Luanda

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Braço-de-ferro entre a empresa e os trabalhadores durou 11 dias.

A greve na Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) terminou esta sexta-feira e amanhã todos os que trabalham em regime de turno voltam a trabalhar.

Nas negociações havidas entre a empresa e os trabalhadores, o CA da EPAL prometeu cumprir as exigências do sindicato a partir do dia 10 deste mês.

A greve começou a 23 de Dezembro com os trabalhadores a exigirem o cumprimento do caderno reivindicativo entregue à empresa.

Na ocasião, a Polícia Nacional deteve três sindicalistas, facto que impediu as negociações com os trabalhadores a exigirem a libertação dos colegas.

Os sindicalistas viriam a ser libertados três dias mais tarde, sem que as autoridades informassem os motivos das prisões.
Greve era resultado de má-fé


Enquanto isso, os trabalhadores afirmaram que o grande impasse para as negociações radicava na falta de sensibilidade do PCA da EPAL Leonídio Ceita em aceitar as exigências da comissão sindical.

Ceita disse no entanto aos órgãos públicos que a greve convocada pela comissão sindical da empresa era "resultado de má-fé, porque foram atendidas todas as reivindicações dos trabalhadores e que, durante as conversações, os responsáveis sindicalistas nunca manifestaram vontade e disposição de ouvir o Conselho de Administração sobre o cumprimento das exigências constantes no caderno reivindicativo apresentado em Agosto".

O PCA da empresa disse ainda que os funcionários com mais de 20 anos de trabalho foram reconvertidos e que todos têm seguro de saúde, assim como os seus familiares.

Nos últimos dias, numa ronda pelas várias bases de abastecimento de água e em agências da EPAL, a Voz da América constatou o encerramento das mesmas e deparou-se com várias cisternas que transportavam água para o consumo nas periferias de Luanda, retirada de canais cuja qualidade não é boa.

Quando a greve ainda não tinha solução à vista

Hoje, 3, as partes anunciaram o fim da greve.
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