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Termina greve de mineiros da África do Sul despois de quatro meses

  • Simião Pongoane

Joseph Mathunjwa, presidente da Associação de Mineiros e Construção da África do Sul

Joseph Mathunjwa, presidente da Associação de Mineiros e Construção da África do Sul

Os mineiros perderam cerca de 1000 milhões de dólares em salários e as três companhias mineiras tiveram prejuízos na ordem de dois mil milhões de dólares em rendimentos.

A greve mais longa na história da indústria mineira da Africa do Sul terminou segunda-feira, 23, em Rustenberg, 300 quilómetros a Noroeste da cidade de Joanesburgo.

Cerca de 70 mil trabalhadores das minas de platina, dos quais 10 mil moçambicanos, regressam aos seus postos de trabalho a partir desta quarta-feira, 25, cinco meses depois da paralisação laboral.

A Associação dos Mineiros e o Sindicato de Construção Civil e os representantes das três maiores companhias mundiais de platina chegaram a um acordo, nos termos do qual cada mineiro vai receber mensalmente um aumento salarial de 1000 rands, cerca de 100 dólares americanos ou três mil meticais, durante três anos.

Os grevistas, no entanto, queriam um salário básico mensal de 12.500 rands, cerca de 1.250 dólares americanos contra os actuais 6 mil rands.

Entretanto, o Presidente da Associação dos Mineiros e Sindicato de Construção Civil Joseph Mathunjwa diz que o acordo alcançado é uma vitória extraordinária.

Para o Ministro dos Recursos Minerais da África do Sul Ngoako Ramatlhodi investido há cerca de um mês, o país está aliviado com o acordo alcançado.

A greve que durou precisamente cinco meses desde 23 de Janeiro último provocou quatro mortos, entre os mineiros, incluindo moçambicanos, e a esposa de um trabalhador. Os mineiros perderam cerca de 1000 milhões de dólares em salários e as três companhias mineiras tiveram prejuízos na ordem de dois mil milhões de dólares em rendimentos.

A economia sul-africana registou uma contração de 0.6 por cento nos primeiros três meses.

A produção mundial de platina, metal precioso, usado na indústria de automóvel e cosméticos registou uma queda de 40 por cento.

A greve terminou mas deixa feridas profundas cuja cicatrização poderá durar meses e se calhar anos para mineiros, economia sul-africana e mundial e relações entre trabalhadores e patronato.

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