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Tensão nas relações entre EUA e Israel

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Foto de arquivo.

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Em causa a criação do Estado palestiniano.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou ao primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu para felicitá-lo pela sua reeleição, mas disse que Washington "reavaliaria" as suas opções sobre as relações com Israel e a diplomacia do Médio Oriente após Netanyahu ter dito que é contra a criação do Estado palestino.

Segundo uma fonte da Casa Branca, o telefonema de Obama a Netanyahu ocorreu depois o primeiro-ministro israelita, numa entrevista televisiva, ter recuado na sua posição, o que foi visto em Washington como uma forma de acalmar os Estados Unidos.

Um comunicado oficial divulgado ontem, 19, revelou que Obama reafirmaou a Netanyahu o seu compromisso com uma solução de dois Estados.

"O Presidente disse ao primeiro-ministro que teremos que reavaliar as nossas opções após as novas posições e comentários do primeiro-ministro sobre a solução de dois Estados", declarou a mesma fonte da Casa Branca, que pediu o anonimato.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, alertou mais cedo que haveria "consequências" para Israel, enquanto o Governo Obama monitora a formação da nova coligação de Netanyahu.

"Ele voltou atrás nos compromissos que Israel tinha assumido anteriormente para uma solução de dois Estados", disse Earnest a jornalistas. "É razão para os Estados Unidos avaliarem qual será o nosso caminho pela frente", reiterou o porta-voz.

Obama disse ao líder israelita que valoriza a parceria estreita de segurança entre os dois países e ambos concordaram em manter consultas sobre a resolução do conflito israelo-palestiniano, segundo a mesma nota da Casa Branca.

O discurso de Netanyahu, no entanto, mudou. "Eu não mudei a minha política. Nunca retractei o meu discurso na Universidade Bar-Ilan seis anos atrás pedindo por um Estado palestiniano desmilitarizado e que reconheça o Estado judeu", disse Netanyahu em entrevista à MSNBC, dois dias depois de ganhar a eleição.

"O que mudou é a realidade", declarou Netanyahu, citando a recusa da Autoridade Palestiniana em reconhecer Israel como um Estado judeu.

Entre os riscos mais graves para Israel seria uma mudança na postura americana nas Nações Unidas, o que, segundo analistas, nem Washington nem Telavive desejam.

Na verdade, Washington tem impedido junto das Nações Unidas a aprovação de uma resolução da ONU a reconhecer o Estado palestiniano e protegido Israel de um isolamento internacional.

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