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Huíla: Professores ameaçam não publicar resultados de exames

  • Teodoro Albano

Vista da cidade do Lubango

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O secretário provincial do SINPROF na Huíla João Francisco, fala de descontentamento entre os professores.

Professores na Huíla em pleno fim do ano lectivo de 2012 ameaçam condicionar a publicação das pautas face ao incumprimento por parte do governo de algumas obrigações com subsídios e ausências de promoções de categorias no sector.

Muitos dos subsídios por pagar já vêm desde 2002 e as pressões até aqui exercidas pelo sindicato dos professores terão resultado em fracasso, agora condicionar a entrega do expediente e impedir a publicação das pautas é a decisão tomada pelos docentes.


O secretário provincial do SINPROF na Huíla João Francisco, fala do descontentamento reinante entre os professores.

“Há outras situações doutras dívidas que o ministério da educação ainda tem a direcção provincial ainda tem com os professores refiro-me a alguns subsídios por exemplo o subsídio de exame de 2010 que não foi pago até hoje, há outras questões de alguns trabalhadores que foram inactivados eu não sei se é por inexperiência ou é má-fé de algumas pessoas”.

Preocupado com a situação que afecta os professores na Huíla está o núcleo local da assembleia nacional que ouviu num encontro ocorrido recentemente inquietações manifestadas pelos docentes.

O porta-voz dos deputados pelo círculo da Huíla, Virgílio Tyova, prometeu interceder junto do governo local e levar para Luanda as questões dos professores cuja solução depende do poder central.

“Nós vamos começar a diligenciar medidas que visem não só o esclarecimento da parte das instituições do estado, mas também a resolução daqueles que são de facto de âmbito local, as questões de âmbito central o que nós podemos fazer é de facto propor, remeter as comissões especializadas das assembleia nacional estes problemas que foram nos colocados aqui pelo SINPROF”.

Sobre o condicionamento da divulgação dos resultados os deputados apelam ao bom senso dos professores para não comprometer o ano lectivo.

“Se não houve ainda digamos recusa da parte das instituições do estado para resolver o assunto não me parece que deve ser essa a posição, mas vocês com certeza devem ter as vossas razões, se calhar já passou muito tempo e a reposta não foi dada enfim”.

Deputados na Huíla auscultam problemas que afectam professores e apelam para que estes desistam da ideia de condicionar a divulgação das pautas ao cumprimento do governo de algumas obrigações.

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