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Tailândia: Antigo primeiro-ministro acusado de morte de dois manifestantes

  • Redacção VOA

Thailand Politics

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Abhisit Vejjajiva foi responsabilizado pelo assassínio de dois manifestantes durante uma repressão militar em 2010.

Os investigadores disseram que Abhisit ordenou as forças de segurança a disparar contra a multidão na sua maioria os manifestantes de “camisolas vermelhas,” dos quais 90 morreram durante a repressão.

Os manifestantes tinham-se concentrado na baixa da cidade de Banguecoque em apoio ao antigo primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que tinha sido derrubado em 2006 por um golpe de Estado.

Abhisit preside actualmente o Partido Democrático, que está a lidar os actuais protestos anti-governamentais contra a irmão de Thaksin, a actual primeira-ministra.

Enquanto isso, o drama político continua, e esta Quinta-feira os manifestantes determinados em forçar a demissão da primeira-ministra cortaram a electricidade do edifício onde funciona o governo na capital.

Yungluck Shinawatra que se encontrava na cidade de Chiang Mai, o feudo do seu partido, voltou a apelar ao diálogo para resolver a crise que já dura há semanas.

A primeira-ministra tailandesa perante as dificuldades que está a ter para manter-se no governo até as eleições do início do próximo ano, decidiu apelar para a realização de uma conferência nacional no Domingo com o propósito de debater reformas políticas.

A principal força da oposição, o Comité de Reformas Democráticas do Povo, rejeitou de imediato a proposta, afirmando que iria organizar um encontro de sua iniciativa com os sectores importantes do país antes de Domingo. O partido aproveitou para reiterar o seu pedido de demissão da primeira-ministra.

Yingluck Shinawatra que falava a partir da cidade de Chiang Mai, diz que o fórum proposto pelo governo deverá ter lugar em Banguecoque.

A primeira-ministra tailandesa adianta que o encontro vai permitir ouvir opiniões de todos os sectores com vista a encontrar a melhor solução para o futuro da Tailândia.

Um anúncio que teve lugar minutos depois dos manifestantes na capital terem cortado a eletricidade na sede do governo. Os revoltosos pediram aos polícias para abandonaram a guarda do local, e acusam-nos de corruptos pela protecção que têm dado ao executivo.

Numa anterior demonstração de força, a polícia tinha recuado e permitido aos manifestantes conhecidos de “camisolas amarelas” a levarem a cabo uma ocupação durante 24 horas da sede do governo.

Os “camisolas amarelas” recusam a continuidade da actual primeira-ministra por causa da influência do seu irmão, Thaksin Shinawatra antigo primeiro-ministro, que tinha sido destituído por um golpe militar em 2006. O mesmo vive fora da Tailândia, e impossibilitado de regressar ao país para não ser detido por causa de sua condenação por corrupção.

Um decreto do rei decidiu esta semana a dissolução do parlamento e a realização de eleições. Mas o Partido Democrático na oposição, cujos membros em protesto se demitiram em massa do parlamento no Domingo, não deu uma clara indicação se irá ou não participar nos escrutínios marcados para 2 de Fevereiro.
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