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Sul-africano condenado à prisão perpétua por abuso sexual de crianças moçambicanas

  • Francisco Júnior

O empresário sul-africano Lloyed Mabuza e a cidadã moçambicana

O empresário sul-africano Lloyed Mabuza e a cidadã moçambicana

Mabuza mantinha as meninas cativas numa casa, de uma ma área remota de Sábie, e tratava quatro das crianças como suas escravas sexuais.

O empresário sul-africano Lloyed Mabuza já está preso e vai ficar toda a vida na cadeia. Ele era acusado de ter traficado e explorado sexualmente 5 crianças moçambicanas.

O Tribunal Regional de Graskop, na região de Sabie, Província de Mpumalanga, África do Sul, considerou Mabuza culpado. Lloyd Mabuza, é um empresário sul-africano do ramo madeireiro, de 62 anos, casado, pai de quatro filhos.

Mabuza mantinha as meninas cativas numa casa, de uma área remota de Sábie, e tratava as quatro crianças como suas escravas sexuais.

As crianças foram levadas para território sul-africano pela tia das crianças, de nacionalidade moçambicana e que até agora se encontra foragida, presumivelmente em Moçambique.

Segundo as autoridades sul-africanas, as violações sexuais eram sistemáticas e aconteceram entre os anos 2009 e 2012.

O julgamento começou em Janeiro de 2013 e, no banco dos réus, duas pessoas: Lloyed Mabuza e uma jovem moçambicana, acusada de ser cúmplice do empresário sul-africano.

A jovem, que é irmã da recrutadora das crianças traficadas, tem 24 anos, é mãe de três filhos, foi presa em Dezembro de 2012 e estava a responder o processo na cadeia. Uma cadeia de Nelspruit, a capital da província de Mpumalanga.

Mas por ter pago uma caução, no valor de 70 mil randes, Lloyed Mabuza aguardou o julgamento em liberdade.

Ao proferir a sentença, o juiz disse não ter dúvidas da culpabilidade de Lloyd Mabuza.

Segundo o magistrado, ficou provado em sede de julgamento que ele traficou e abusou sexualmente aquelas meninas, devendo, por essa razão, permanecer na cadeia por toda a vida.

Quanto à segunda acusada, a moçambicana, o Tribunal foi mais brando. A ré foi condenada a 20 anos de cadeia, com pena suspensa de cindo anos. O Juíz determinou que ela deve ser imediatamente deportada para Moçambique.

Márcia Pinto, sub-Procuradora-Geral Adjunta de Maputo, falou com a VOA sobre o caso.

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