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Suicídio de filho de Valentim Amões suscita dúvidas

  • Coque Mukuta

Depois da morte de Valentim Amões, Faustino Amões entrou com um processo para a partilha do património do irmão, o que criou problemas entre os filhos do malogrado.

O filho de falecido empresário angolano Valentim Amões, Azeres Cláudio Amões, conhecido por “Didi”, de 31 anos de idade, suicidou-se nesta quarta-feira, 16, em Luanda.

Um pré-relatório divulgado pelas famílias apresenta como possível causa uma depressão psicológica devido a um processo que a Procuradoria Geral do Estado leva a cabo contra alguns herdeiros do falecido Valentim Amões.

O suicídio do filho do falecido Valentim Amões, ontem, está a chocar a sociedade angolana.

Ao que a VOA apurou, depois da morte do empresário Valentim Amões, Faustino Amões entrou com um processo para a partilha do património do irmão, o que criou problemas entre os filhos do malogrado.

Pelo meio, segundo consta, a Procuradoria Geral da República teria aberto um processo contra alguns herdeiros de Amões.

Entre eles Azeres Cláudio Amões “Didi”.

O jurista Albano Pedro disse à VOA ter ficado surpreso com o suicídio por não entender a decisão já que num eventual processo, Didi “não podia ser preso por ser um caso de índole cível e não penal”.

Para Pedro, “a dívida engaja a todos, todos são responsáveis perante as dívidas é um processo cível e não criminal”.

Por seu lado, o psicólogo Francisco Teixeira afirma que em tempo de crise as pessoas sofrem depressão, o que lhes impede de tomar decisões acertadas.

“O medo de perder o padrão de vida, o alto nível de estresse e excesso de consumo de álcool são ingredientes que, juntos, levam a decisões precipitadas”, diz Teixeira que lembra que, nesses momentos, as pessoas devem ser mais tolerantes.

Valentim Amões, empresário e antigo membro do Comité Central do MPLA, faleceu num acidente viação em janeiro de 2008

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