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Sudão do sul: Líder rebelde pede a demissão do presidente Salva Kiir

  • Redacção VOA

Riek Machar, em Nairobi, Quénia. Foto: AP

Riek Machar, em Nairobi, Quénia. Foto: AP

Nações Unidas dizem que a oposição e o governo violam os direitos humanos.

O líder rebelde do Sudão do sul, Riek Machar, disse que o governo do Presidente Salva Kiir tornou-se ilegítimo.

Falando à VOA, em Nairobi, Machar pediu a demissão de Kiir para dar lugar a um novo governo.

"Queremos que as pessoas saibam que o regime de Juba é ilegítimo; lidar com esse regime é como lidar com um regime que fez um golpe de Estado”.

Machar explicou que Kiir “praticamente fez um golpe de Estado contra o povo ao impedi-lo de eleger os seus líderes”.

A crise política entre os dois políticos resultou em violência interétnica, em Dezembro de 2013, com dezenas de milhares de mortes.

As duas partes gerem um processo moroso de conversações de paz sob a mediação da IGAD, autoridade intergovernamental para o desenvolvimento, um grupo formado por países do leste de África. Mas pouco progresso foi feito para se alcançar um acordo duradouro.

Machar é optimista quanto ao progresso das negociações, que agora incluem a União Africana, Estados Unidos e outros grandes actores internacionais, a chamado IGAD Plus.

“Esperamos pela IGAD Plus para vermos o roteiro da continuidade do processo de paz,” disse Machar.

Machar falou à VOA depois de ter participado numa conferência de imprensa, na qual afirmou que se Kiir não largar o poder, a população do Sudão do Sul tem o direito de derrubar o regime.

Membros do governo acusam Machar e seus apoiantes de estarem a travar um acordo de paz.

As Nações Unidas acusaram ambas partes de violações dos direitos humanos, incluindo o recrutamento forçado de crianças para serem soldados.

O conflito armado tornou as comunidades vulneráveis à fome e mais de 1.5 milhões de pessoas refugiaram-se noutras zonas do país.

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