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Substituição de Dhlakama não está à vista, dizem analistas

  • Ramos Miguel

Afonso Dhlakama em campanha em Sofala, Outubro 2014

Afonso Dhlakama em campanha em Sofala, Outubro 2014

Homens armados apenas se revêem no líder histórico.

O Conselho Nacional da Renamo está reunido na Beira, Moçambique, mas a substituição de Afonso Dhlakama na presidência e o desarmamento do partido não estão em cima da mesa.

Analistas dizem que qualquer outro líder que, eventualmente, venha a ser eleito, a voz de comando não será a mesma, havendo pessoas no seio da Renamo, incluindo homens armados, que dizem que o seu chefe é apenas Afonso Dhlakama.

Calton Cadeado, especialista em relações internacionais e assuntos de segurança no Instituto Moçambicano de Relações Internacionais, diz que a marca Dhlakama tem um peso significativo na política moçambicana e não é por acaso que os membros da Renamo usam a sua figura.

De acordo com o analista, dentro da própria Renamo, há a consciência de que qualquer pressão política só tem o devido peso usando a figura de Afonso Dhlakama.

Cadeado destacou que se Afonso Dhlakama se retirar, e se o novo líder quiser usar os homens armados da Renamo como forma de pressão, a voz de comando não será a mesma, "porque esses homens que andam de armas em punho dizem que o seu chefe é Dhlakama e qualquer outro que vier não é figura deles".

Por seu turno, o sociólogo Moisés Mabunda afirma ser por isso que a Renamo nunca põe em causa a liderança de Afonso Dhlakama e muito menos o facto de o movimento continuar armado, violando a Lei dos Partidos Políticos.

Para os analistas, esta situação coloca à Renamo o desafio de pensar no partido depois de Afonso Dhlakama, reforçando as instituições da organização, "porque se isso não for feito, vamos ver guerra dentro do movimento para se manter como partido político".

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