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Economista diz que subsídios distorcem salários de funcionários angolanos

  • Manuel José

Fernando Heitor considera os subsídios um absurdo e uma discriminção contra os que se reformam

É um absurdo o Governo pagar subsídios aos funcionários maiores do que os seus salários, considerou o economista Fernando Heitor.

O também deputado da Assembleia Nacional disse que os subsídios superiores pagos aos salários distorcem a realidade salarial e constituem uma discriminação para aqueles que se reformam da função pública.

"Se o Estado pode pagar subsídios disto e daquilo para acrescentar ao rendimento do funcionário porque não dar um salário mais alto e baixar nalguns subsídios?", interrogou o economista.

“É olhar as questões de forma distorcida pois ao fim ao cabo quando nós deixamos de fazer parte da vida activa como trabalhador e a depender apenas da nossa pensão de reforma ela vai ser muito baixa porque o calculo é feito com base no salário base e não no subsidio e o salário actual não reflecte a nossa realidade", acrescentou Heitor, que exemplificou com o caso dos próprios parlamentares cujos subsídios são superiores ao salário que auferem e isso, disse, não é um caso isolado.

"Quem fala dos deputados fala dos membros do Governo, técnicos superiores quase toda a função publica tem um salário limitado porque o senhor Presidente da República acha que o salário dele, como o mais alto magistrado do país, deve ser o mais alto que aparece na tabela e os demais salários são alinhados a partir do dele”, explicou.

No entanto os subsídios do Presidente da Republica, do presidente da Assembleia Nacional, dos deputados, membros do Governo são de uma magnitude tal que ultrapassam os salários de base mensal, e isto "é um erro matemático, económico e social de toda dimensão e inaceitável", concluiu o deputado e economista Fernado Heitor.
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