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Deputados santomenses lutam na Assembleia Nacional por causa da moção de censura

  • Óscar Medeiros

A moção de censura contra o governo poderá comprometer as aspirações do Primeiro-ministro do ADI, Patrice Trovoada que acaba de submeter a aprovação do parlamento o orçamento geral do Estado do próximo ano

A moção de censura contra o governo poderá comprometer as aspirações do Primeiro-ministro do ADI, Patrice Trovoada que acaba de submeter a aprovação do parlamento o orçamento geral do Estado do próximo ano

Membros da ADI e do MLSTP/PSD protagonizaram cenas de murros e pontapés e atiraram copos de vidro contra os seus adversários políticos.

Em São Tomé, uma rixa entre deputados da oposição e do partido no poder obrigou a suspensão da sessão parlamentar de hoje, em resultado da tensão levantada com a moção de censura contra o governo.

A plenária da Assembleia Nacional que tinha sido reunida para entre outros debater e aprovar o orçamento do próximo ano da instituição, acabou suspensa ainda no período prévio da ordem do dia.

Fontes parlamentares disseram que os deputados do partido no poder o partido de Acção Democrática Independente - ADI - impediram um colega do Partido da Convergência Democrática – PCD – a fazer uma declaração política.


Desde então os deputados envolveram-se em discussões com troca de acusações. Na impossibilidade de manter a ordem o presidente da Assembleia Nacional, Evaristo de Carvalho decidiu abandonar o plenário logo depois de ter suspenso o encontro.

A mesma fonte assegurou que foi a partir daquele momento que deputados do partido de Acção Democrática Independente – ADI – e do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata - MLSTP/PSD - envolveram-se em luta, aos murros e pontapés. Os deputados atiraram igualmente copos de vidro contra os seus adversários políticos.


De recordar que este incidente acontece dia depois do anúncio pela oposição de uma moção de censura ao governo. Um grupo de deputados dos três partidos da oposição no parlamento acusa o governo de ADI de não cumprir as regras regimentais e convocou para a próxima Terça-feira o debate a aprovação de uma moção de censura.

Tanto o partido ADI que apenas goza de uma maioria relativa no parlamento assim como o próprio governo estão a defender a ida as urnas no caso da moção de censura vir a ser aprovada na próxima semana. No entender da direcção do ADI e do governo,
a única fonte legítima do poder é o sufrágio universal expresso nas urnas, por isso não deve haver receios em organizar eleições antecipadas.

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