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Ainda sem saída a crise em São Tomé e Príncipe

  • Óscar Medeiros

Manuel Pinto da Costa, Presidente de São Tomé e Príncipe

Manuel Pinto da Costa, Presidente de São Tomé e Príncipe

As opiniões dos 13 membros do Conselho de Estado presentes no encontro de ontem divergem no que toca à legalidade dos actos subscritos pelos 29 deputados das bancadas da oposição

Após cerca de cinco horas de reunião os membros do Conselho de Estado que já tinham aconselhado o Presidente da República a ouvir mais uma vez os quatro partidos políticos com assento parlamentar, nomeadamente a ADI, o MLSTP, o PCD e o MDFM, aconselharam Pinto da Costa a mantera mais reuniões.


As opiniões dos 13 membros do Conselho de Estado presentes no encontro de ontem divergem no que toca à legalidade dos actos subscritos pelos 29 deputados das bancadas da oposição após a crise instalada na Assembleia Nacional com a renúncia do presidente deste órgão e com o abandono dos 26 deputados da bancada do partido que apoia o governo, a ADI.

A grande questão é agora a legitimidade da eleição do novo presidente da Assembleia Nacional e da aprovação da moção de censura ao governo de Patrice Trovoada.

Este o principal tema que está agora em debate.

Após recomendação dos membros do Conselho de Estado o Presidente da República reuniu na noite de passada com os mais altos dos partidos políticos com assento parlamentar.

As opiniões entre esses partidos também divergem bastante. O grupo dos partidos da oposição tem uma posição muito clara em relação à moção de censura ao governo: exigem que seja efectividade esta moção de censura, ou seja, que o presidente demita o actual governo.

O partido no poder tem uma posição contraria e há agora a informação de que está prevista para segunda-feira, mais uma ronda negocial entre todas as partes para se tentar encontrar uma melhor saída para esta crise que se instalou em São Tomé e Príncipe.
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