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São Tomé e Príncipe: Peritos definem estratégias para lidar com mudanças climáticas


Panorama de uma das praias de São Tomé, na Ilha de São Tomé (Arquivo)

Panorama de uma das praias de São Tomé, na Ilha de São Tomé (Arquivo)

Durante 5 dias especialistas nacionais e estrangeiros debruçaram sobre os efeitos das mudanças climáticas e apontaram estratégias de adaptação aos novos desafios socio-ambientais

Em São Tomé, técnicos nacionais e estrangeiros concluiram na tarde desta Quinta-feira um seminário internacional sobre as mudanças climáticas.

O evento peritos vindos de Espanha, Portugal e Cabo-Verde e que juntos com especialistas nacionais debateram os efeitos das mudanças climáticas no arquipélago assim como definiram um rol de estratégias de adaptação ao novo contexto sócio-ambiental.

Arlindo Carvalho, director nacional do ambiente em São Tomé e Príncipe em entrevista à Voz da América evocou os principais efeitos das mudanças climáticas nas ilhas e apontou a errosão costeira como um dos principais.

Carvalho disse que para além da destruição da orla costeira, também a agricultura está a ser afectada por causa das secas persistentes e também do surgimento das chuvas em períodos inesperados. O nosso entrevistado disse igualmente que a pesca é um outro sector onde se registam prejuízos, tendo destacado as turbolencias marítimas que fazem com que os pescadores artesanais não possam ir a pesca sob pena de perderem no alto mar ou até mesmo serem perecerem às intemperies.

Este seminário internacional serviu igualmente para analisar um conjunto de projectos, alguns até já em curso e que visam introduzir novas praticas tanto nos sectores da agricultora, da pesca, da habitação e do meio ambiente.

Com ajuda de parceiros externos, nomeadamente do Fundo Mundial do Ambiente e de alguns outros parceiros bilaterais como o Japão, o governo Santomense tem em execução projectos de reflorestação, de atribuiçãoo de GPS aos pescadores como forma de apoio a orientação no alto mar. No ambito agricola, estão em experimentação o uso de novas sementes e espécies resistentes a seca.

O director nacional do ambiente de São Tomé e Príncipe, adiantou igualmente que no sector da construção civil existe uma nova componente que consiste na construção de casas sem o recurso à madeira e areia. Esse projecto conta com o apoio da cooperação brasileira.

Quanto a protecção das orlas costeiras, Arlindo Carvalho disse que o projecto vai actuar nas áreas e comunidades mais vulneráveis a erosão costeira.

O Seminário Internacional sobre as mudanças climáticas em São Tomé e Príncipe foi organizado pela Direcção Geral do Ambiente, Direcção das Floresta, a ONG MARAPA - Mar, Ambiente e Pesca, Artesanal, a Universidade Autonoma de Lisboa, a Universide de Compostela e Nareia Investiga.
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