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Soweto quer apenas estrangeiros que empreguem sul-africanos

  • Simião Pongoane

 Soweto

Soweto

Governo preocupado com postura dos residentes.

A Associação dos operadores de pequenos negócios no bairro histórico de Soweto, arredores da cidade de Joanesburgo, não quer estrangeiros que não criem e nem empreguem sul-africanos nos seus negócios.

Desde o início deste ano, os membros da Associação estão em frenética campanha de ataques, pilhagem e ocupação de pequenos negócios de estrangeiros.

Esta semana os membros da associação abandonaram uma reunião promovida pelo Governo com objectivo de melhorar relações com estrangeiros.

Um membro da direcção disse que os grandes negócios são bem-vindos ao Soweto porque criam oportunidades de emprego para a comunidade e que os estrangeiros que apenas vão tirar dinheiro, sem empregar residentes locais, não serão bem-vindos.

“Nós acolhemos qualquer pessoa que trabalhe em associação com sul-africanos. Não acolhemos ninguém que venha tirar dinheiro para fora de Soweto. Os centros comerciais que você vê aqui criam empregos e por isso são bem-vindos. Mas se alguém vem ao bairro sem criar emprego e leva dinheiro não será bem-vindo”, disse Mphuthu Mphuthu, membro da direcção da Associação de operadores de pequenos operadores de Soweto.

O Governo sul-africano está embaraçado com a atitude dos associados do Soweto porque acreditava que os ataques e pilhagens as lojas dos estrangeiros eram actos puramente criminosos, sem conotação com xenofobia.

Há muitos estrangeiros cujos pequenos negócios não têm espaço nem condições para acomodar cidadãos locais, como é o caso de Aniceto Sambo e Henriques Massango, que produzem e vendem blocos para construção civil.

Há muito receio de que o impasse entre as duas partes podem degenerar em novos ataques, pilhagens e ocupação de pequenos negócios de estrangeiros.

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