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Sul africanos questionam valor dos investimentos no Mundial 2010

  • Redacção VOA

Primeiro veio a fezta das vuvuzelas agora faz-se as contas

Primeiro veio a fezta das vuvuzelas agora faz-se as contas

Estádios vão agora se usados no CAN2013 onde Angola e Cabo Verde vão estar presentes

Com o aproximar da Taça das Nações Africanas de futebol, o CAN 2013, na África do Sul, muitos neste país interrogam-se se valeu a pena organizar o mundial de 2010.



Quando se realizou esse mundial a África do sul tinha prometido grandes benefícios sociais e económicos. Mas os custos associados a esse vento têm sido uma questão controversa e muitos questionam agora o valor do que foi construído.

Novas e melhores estruturas desportivas não foram o único benefício do Mundial de 2010. No bairro de Bertrams em Johannesburg, uma área há muito afectada por altos níveis de crime e pobreza, o transporte público melhorou. As melhores ruas e iluminação pública são benefícios óbvios do campeonato do mundo. O desafio contudo é como manter isso. Thindile Tshabangu, assistente social na zona disse que alguns dos benefícios não duraram muito.

“Em 2010 a polícia estava aqui. Podia-se ver carros da polícia através da área. Agora isso já não acontece. A segurança era boa, as pessoas podiam saír à noite. Agora já não se pode, “ disse ela

Manter os cinco novos estádios construídos especialmente para o mundial e que vão ser usados no CAN 2013 é também um problema. A maior parte deles não produzem lucros ou mesmo o suficiente para pagar pela sua manutenção.

O custo total para a África do sul do mundial foi de três mil e 800 milhões de dólares, 10 vezes mais do que aquilo que foi originalmente planeado.

Na cidade do Cabo o estádio de Green Point construído para o mundial continua a ter dificuldades em ser usado de modo a produzir fundos necessários para a sua manutenção. Há quem já peça a sua demolição ou então que seja transformado em habitações de baixa renda.

Grant Pascoe, que chefia o departamento de turismo e marketing na cidade do cabo não nega as dificuldades de administração ligadas ao estádio mas acrescenta que está a ser feito tudo para o tornar rentável.

“Já tivemos vários eventos. Obviamente não tantos como gostaríamos de ter. Deveríamos ter feito melhor preparativos sobre como é que o estádio deveria ser usado. Contudo agora estamos no processo de fazer aquilo que temos que fazer. Há contudo algumas restrições que nos proíbem de levar a cabo actividades comerciais no estádio para ele se poder manter a si mesmo,” disse ele

Apesar da controvérsia a maior parte dos sul africanos concordam que ao mundial de 2010 fortaleceu a coesão social num pais marcado por uma profunda discriminação racial.
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